Querem levar eleição da EMAE para o tapetão

20 abril 16:10 2007

Em ato de democracia, os trabalhadores da EMAE compareceram às urnas no último dia 18 para escolher o representante dos trabalhadores no Conselho de Administração. A tendência é que vencedor fosse conhecido no mesmo dia. Pena que alguns entendam democracia como a adoção de táticas problemáticas para fazer valer sua vontade.
Três candidatos entraram com pedido de impugnação da candidatura de Carlos Rogério de Araújo, que concorria a reeleição.
A alegação é que Araújo teria usado o sistema de intranet da empresa fora do  estabelecido pelo regulamento eleitoral.
Araújo, que encaminhou resposta ao presidente do Conselho de Administração da EMAE, afirma que as deliberações da Comissão eleitoral foram baseadas em orientações do Departamento Juridico da empresa, que aliás, até o momento não teria emitido qualquer parecer sobre o pedido dos candidatos oposicionistas. Por isso, Araújo afirma ‘que as acusações não tem embasamento’.
Em relação as mensagens consideradas enviadas fora do prazo legal, Araújo conta que uma mensagem enviada no dia 13 de abril foi de autoria de um trabalhador que dava apoio a sua candidatura. Diante disso, não houve violação porque o meu e-mail não era de sua autoria.
Já a segunda mensagem remetida no dia 17 de abril foi enviada pelo próprio candidato Araújo, às 11h30 do seu e-mail particular.
Mesmo assim, não ocorreu qualquer ilegalidade pois pelas regras firmadas a propaganda poderia ser feita até as 17h do dia anterior ao pleito.
Como as denúncias que são aventadas pelos corredores da empresa de que trabalhadores tiveram suas mensagens rastreadas. Tudo isso com a clara intenção de manipular e impugnar a candidatura de Araújo.
Ou seja: o episódio prova que todos os trabalhadores e a direção da empresa podem ter  suas informações confidenciais levadas a público.
Para completar, é de estranhar a conduta da Comissão Eleitoral, já que é formada por dois componentes da empresa e um do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo.
Por tudo isso, em carta enviada à presidência do Conselho de Administração, Araújo fez requisição para a destituição da Comissão Eleitoral e a nomeação de outras pessoas para a representar a empresa.
Além da apresentação desses pedidos, Araújo tomará todas as medidas judiciais cabíveis.
O Sinergia CUT espera que a democracia e a lisura prevaleçam. Que acima de tudo, prevaleça a vontade dos trabalhadores expressa nas urnas.

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