PAROU GERAL! Contra a Emenda 3, a favor do veto

23 abril 11:16 2007

Os trabalhadores energéticos provaram mais uma vez a força da união e interromperam suas atividades por cerca de uma hora nesta segunda-feira (23). O atraso no início das operações fez parte das mobilizações contra a emenda 3 e a favor do veto presidencial que ocorreram em todo o país com a participação dos trabalhadores das mais diversas categorias.


Além de esclarecer os trabalhadores sobre o estrago que a Emenda 3 pode trazer, durante as mobilizações o Sinergia CUT realizou também assembléias para discussão da Campanha Salarial 2007 e de problemas específicos das empresas.


Foi o que ocorreu com os trabalhadores da CTEEP que discutiram a pré-Pauta de Reivindicações, encaminhando suas sugestões ao Sinergia CUT, e deliberaram sobre a proposta negociada com a empresa para pagamento da PLR 2006. Em Votuporanga, por exemplo, a mobilização durou uma hora e meia.


Já o pessoal da CESP, nas diversas localidades, além de debater e aprovar a Pauta de Reivindicações que será entregue à direção da empresa, discutiu o plano de luta para resistir à eventual privatização de mais um patrimônio público, depois que o governo Serra anunciou a disposição de retomar o programa de privataria tucana.


Durante as mobilizações na CPFL Paulista e Piratininga, dirigentes do Sinergia CUT esclareceram os trabalhadores sobre duas importantes vitórias judiciais do Sindicato: a decisão de que as empresas têm que voltar a pagar a NDV (Nota de Despesas de Viagem) e a liminar que proíbe a terceirização de atividades fim.


As macrorregiões do Sinergia CUT no Vale do Paraíba, Presidente Prudente e Baixada participaram das mobilizações contra a Emenda 3 realizadas em cada município juntamente com outros sindicatos.
 
A emenda 3


Essa emenda representa na verdade um apagão de direitos, golpe armado por alguns deputados e senadores para roubar dos trabalhadores o 13º, férias remuneradas, FGTS, vale-transporte, vale-refeição, licença-maternidade e paternidade, assistência médica e até a aposentadoria.


A emenda 3 abre espaço para transformar todo trabalhador em Pessoa Jurídica (PJ), forçando-o a se tornar ‘pessoa de uma empresa só’ e a emitir nota fiscal.


Dessa forma, ele deixa de ter holerite, de receber direitos e tendo de pagar do próprio bolso as passagens para o serviço, almoço e até o INSS, quando se aposentar. Além disso, precisa pagar imposto de renda, impostos para a Prefeitura e outras taxas e serviços. Se não bancar todas essas despesas do próprio bolso, fica com o nome sujo.


Para completar, a emenda ainda proíbe os fiscais do governo de denunciarem os maus patrões, que querem passar a mão nos direitos e conquistas dos trabalhadores.

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