Serra propõe mínimo de R$ 410 para SP. Rumo ao Palácio… do PLANALTO

25 abril 11:38 2007

O piso regional exclui servidores estaduais, inclusive aposentados e pensionistas. Sinergia CUT questiona: então, para que essa lei?


Pegando carona nas comemorações do Dia do Trabalhador, Serra anunciou, nesta última terça-feira (24), uma das medidas mais emblemáticas do seu governo: a criação do salário mínimo paulista de R$ 410, o maior do País.


Dar contornos mais populares à sua gestão para se aproximar do eleitorado mais pobre. Seria esse o real objetivo do governador José Serra? É, na verdade, só um dos caminhos para se chegar à finalidade. As vistas estão voltadas mesmo é para as eleições nacionais de 2010.


O modelo paulista será o mesmo já adotado pelos Estados do Rio de Janeiro, Paraná e rio Grande do Sul. Em vez de um único valor, serão estabelecidas faixas de piso, que variam conforme a atividade profissional. No caso de São Paulo, a primeira faixa será de R$ 410 e a última de R$ 490. O piso nacional é de é de R$ 380.


Servidores estaduais estão fora
O piso regional, promessa de campanha de Serra, valerá somente para os trabalhadores da iniciativa privada. Servidores estaduais estão fora, assim como as categorias que já têm piso definido em acordo coletivo. Até os aposentados e pensionistas, que há anos não vêem um aumento, estão excluídos do novo piso.


Politicamente, o projeto ajuda Serra a se aproximar do eleitorado mais pobre, imprimindo uma marca popular ao governo. Ele também visa a romper com a imagem elitista do PSDB. Esse cortejo aos pobres é uma das bases do plano de reformulação e fortalecimento do PSDB com vistas à eleição de 2010.


Vale ressaltar que, para entrar em vigor, a proposta precisa ser aprovada na Assembléia Legislativa.

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