EMAE anula eleição. Novo pleito em 40 dias

02 maio 18:42 2007

O candidato a representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da EMAE, Carlos Rogério de Araújo, teve aceito o seu requerimento administrativo que anula as eleições realizadas na empresa no dia 18 de abril. Na ocasião, o candidato apoiado pelo Sinergia CUT teve 65,98% dos votos.


Opositores e membros da Comissão Eleitoral alegaram que Araújo teria agido de maneira irregular ao utilizar o seu correio eletrônico para enviar as pessoas.
Como o candidato comprovou que suas atitudes estavam dentro do estabelecido pelo regulamento, não restou outra alternativa senão a de cancelar o pleito eleitoral e convocar nova eleição para daqui, no máximo, 40 dias. 


No recurso encaminhado, o candidato afirma que sua candidatura não podia ser impugnada, pois isso ocorresse, deveria transcorrer um prazo até a concretização da impugnação. Araújo teve a candidatura impugnada antes mesmo do anúncio oficial da eleição.
Mesmo assim, começam a correr rumores de que Araújo seria proibido de concorrer na nova eleição. Um absurdo completo, principalmente se levarmos em consideração que os outros candidatos não chegaram sequer à metade dos votos obtidos por Araújo.


Aliás, fica a pergunta: a quem interessa a exclusão de Araújo do processo eleitoral? Basta um pouco de atenção e a resposta aparecerá de maneira quase natural.
Para o Sinergia CUT,  a exclusão de Araújo interessa aos opositores em virtude da ausência de propostas para combater um candidato que já comprovou estar ao lado dos trabalhadores.


O sindicato da CGT também abriria um sorriso. Afinal, Araújo é uma das poucas vozes no interior da EMAE que denuncia os diversos conluios e acordos feitos entre a entidade e a empresa e que tem como meta única prejudicar os trabalhadores.


A empresa e o governo estadual também iriam sorrir de orelha e orelha. Com Araújo no Conselho de Administração da EMAE, os trabalhadores continuariam a contar com um representante pronto a combater o nefasto programa de privatização bancado pelo governo Serra. Sem contar as constantes tentativas de precarização nas condições de trabalho.


Por isso, o Sinergia CUT não ficará em cima do muro: irá lutar contra as  intenções de impedir que a vontade dos trabalhadores prevaleça.
Se a aceitação do requerimento administrativo não for suficiente para assegurar a participação de Araújo, que os trabalhadores não tenham dúvidas: o caminho da Justiça comum será inevitável.
O Sinergia CUT espera que a empresa tenha bom senso, faça de tudo para impedir essa injustiça  e que principalmente faça prevalecer a vontade dos trabalhadores deflagrada nas urnas. Aguarde novas informações.

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