Mais de 1 milhão pintam ruas do centro de São Paulo de vermelho

02 maio 15:15 2007

Do histórico cruzamento das Avenidas Ipiranga com a São João até a Praça Júlio Mesquita era possível ver um mar de pessoas com camisetas vermelhas da Central Única dos Trabalhadores. Militantes e populares se aglomeraram nas principais vias do centro velho da cidade para comemorar o Dia do Trabalhador.


Palavra dos presidentes


Às 17h30, antes da última parte dos shows, um ato político reuniu representantes da CUT, da CGTB e parlamentares do PT e do PC do B, que reuniram no palco para ressaltar a conquista da participação no governo Lula e fortalecer o combate às reformas trabalhistas e da previdência.


Artur Henrique destacou que o crescimento a qualquer custo não interessa aos trabalhadores. ‘O desenvolvimento do país deve acontecer de forma sustentável, com inclusão social, distribuição de renda e garantia dos direitos dos trabalhadores. Vamos dar uma grande vaia ao governador José Serra que puniu cinco metroviários por serem contra emenda 3’ , disse. Artur se referiu ao episódio do afastamento de cinco dirigentes do Sindicato dos Metroviários afastados por Serra por participarem da mobilização pela manutenção do veto à emenda 3.


O presidente da CUT/SP, Edílson de Paula, destacou a luta para levar o ato às ruas. ‘Foram 15 dias de muita luta para que este evento acontecesse, mas não abrimos mão de realizar nossa comemoração na rua’. Para finalizar, Edílson reforçou a necessidade da população rejeitar uma agenda negativa para o país. ‘Não podemos aceitar propostas que tirem direitos dos trabalhadores, mas também temos que olhar para dentro do nosso Estado, onde o governo do PSDB promove a precarização de setores como saúde e educação’, apontou.


Dirigentes da saúde e da educação confirmam greve


Durante o dia lideranças do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (Sindsaude) e do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) presentes no evento confirmaram a realização de uma paralisação unificada no dia 10 de maio. A primeira categoria espera que 40% dos trabalhadores cruzem os braços, enquanto todos os profissionais da educação devem entrar em greve.


Zeca Pagodinho encerra festa em ritmo de gafieira


Terminou há pouco tempo a festa da CUT no centro de São Paulo. O sambista Zeca Pagodinho animou a platéia com sucessos como ‘Deixa a Vida Me Levar

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