Para CUT

04 maio 15:18 2007

São Paulo – Após a reunião semestral do diretório nacional, encerrada na sexta (27), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) informou que pretende lutar contra alguns ‘mitos’, como a idéia de que ‘a Previdência é muito generosa’.


Segundo o presidente da Central, Artur Henrique, ‘dizem que a nossa Previdência é muito generosa – temos 80% dos benefícios no Brasil correspondentes a um salário mínimo’. Ele lembrou outro ‘mito’, o de que as aposentadorias no Brasil são por tempo de serviço. E rebateu: ‘Sessenta por cento das aposentadorias desse país são por idade e não por tempo de contribuição’.


O dirigente explicou: ‘É muito difícil você encontrar hoje, na população brasileira, um trabalhador que consiga garantir os seus 35 anos de contribuição – ou 30 anos, no caso da mulher – antes de atingir o limite de idade estabelecido, que é de 65 anos para homens e de 60 anos para mulher’.


Para Artur Henrique, é preciso parar de falar de despesas com a Previdência e começar a pensar nas receitas. ‘Ninguém fala, nesse país, dos R$ 200 bilhões que nós temos para receber de empresas que não pagam a Previdência Social’, lembrou. E sugeriu que o governo poderia aumentar a arrecadação trazendo os trabalhadores para a formalização, o que melhoraria ‘o consumo das famílias, o comércio, a indústria e o crescimento do país’.


Ele também propôs uma mudança na forma de as empresas cobrarem a Previdência Social, que é pela folha de pagamento: ‘Aqueles setores que empregam mais acabam prejudicados, a cobrança poderia ser sobre o faturamento da empresa’.  E criticou o reajuste de 3,30% dado pelo governo aos aposentados, com base no reajuste da inflação. ‘Reposição de perdas salariais numa economia com inflação controlada é o mínimo que qualquer categoria organizada está estabelecendo na negociação. Nós queremos discutir aumento real’, afirmou. (Elaine Patricia Cruz)

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