CMS Energy: ainda é pouco

08 maio 16:41 2007

Números favoráveis do balanço não comovem empresa que insiste em  proposta aquém do desejo dos trabalhadores


O Sinergia CUT faz a sua parte. Mostra disposição em negociar e mostra argumentos para demover a direção da CMS Energy de sua teimosia. Não adianta. Na rodada realizada nesta segunda (07), em Jaguariúna, a empresa mais uma vez apresentou uma proposta que ficou aquém do desejo dos trabalhadores.


Na parte econômica, o reajuste salarial previsto é de 2,9% e a PLR seria de R$ 1.800 e que seria paga integralmente no mês de maio. Já o piso salarial foi estabelecido em R$ 680.


O Sinergia CUT recusou a proposta e disse aos representantes da empresa sobre o desejo do sindicato de discutir outros pontos da pauta de reivindicações. Exemplo disso é que até agora os trabalhadores não tiveram uma proposta concreta para a cláusula de política de emprego ou de prorrogação do Acordo Coletivo por dois anos.  A dúvida é saber se   a tática não obedece a ordens superiores. Gente que liga muito mais para números e planilhas do que no bem estar dos trabalhadores.
 
A empresa se recusa a debater melhoria na cláusula da bolsa de estudo, vale refeição e na implantação da gratificação de férias ou do salário substituição. A direção da CMS também fica em cima do muro quando o tema é a instalação de uma Comissão de Saúde e Segurança no Trabalho.


Nova rodada de negociação está marcada para a próxima segunda-feira, as 10h. Espera-se a apresentação de uma proposta decente. Chega de boa intenção. Senão, a saída será ir à luta. Aguarde informações.


Confira a proposta na íntegra:
– Reajuste Salarial:  2,9%
– PLR:  R$ 1.800,00 a ser pago integral ainda no mês de maio (caso seja aceita a proposta).
– Piso Salarial: Manteve a proposta anterior de R$ 680,00
– Auxilio Farmácia: Passa de R$ 80,00 para 85,00
– Cesta básica: aumenta o atual limite para R$ 85,00, mantendo as atuais condições de participação do empregado.
– Pontes de Feriados: A empresa avaliará a implantação de um calendário de compensação que respeite as particularidades de cada regional.
– Plano de Cargos e Salários: A empresa concorda em divulgar a descrição de cada cargo e os cargos existentes na estrutura do grupo na intranet.
– Assedio Moral: A empresa irá incluir essa cláusula no ACT vigente.
– Assistência médica:  Estudo de possível redução no valor da participação do empregado no custo.
– Incentivo à aposentadoria: estudará uma melhoria na clausula já existente (que hoje é de 8 salários).
– Gerenciamento de Pessoal: a empresa não concorda em discutir esse item.

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