PLR da CTEEP: hora é de unidade e responsabilidade

08 maio 19:09 2007

Sinergia CUT tenta acordo com outras entidades para distribuição definitiva da PLR 2007


Os trabalhadores são testemunhas do esforço do Sinergia CUT em viabilizar uma proposta de pagamento de PLR que contemple todas as partes na CTEEP. No último dia 19 de abril chegou-se a uma proposta que trouxe satisfação a todos os envolvidos.


 Ou melhor, quando se fala em distribuição, alguns companheiros ainda não conseguem entender que, para avançar nas conquistas da PLR e do ACT 2007, é necessária muita unidade  e superação. Por isso, o esforço conjunto em realizar um acordo definitivo de distribuição.


Entenda o  passo a passo da PLR
Como todo mundo sabe, o valor da PLR 2007 está acordado no ACT 2006 e  garante um montante de uma folha de pagamento de 31 de dezembro de 2007, a ser pago integralmente aos trabalhadores ativos da CTEEP e proporcionalmente aos meses que os companheiros desligados têm direito.


Isso significará que, em 2007, aproximadamente 700 trabalhadores com salários em final de faixa vão se desligar entre o mês de janeiro e novembro.  Portanto, a verba salarial de cada companheiro não fará parte da folha de dezembro. Porém, ele teria a sua PLR paga com a mesma verba do montante da folha de 31 de dezembro de 2007. Isso caso não se chegue a um acordo.
 
A folha de 31 de dezembro de 2007 projetada e distribuida aos trabalhadores, caso tenhamos que distribuir também aos desligados,  daria uma PLR média de aproximadamente R$ 2.600, contra uma PLR média de R$ 5.700 em 2006. 
Nesse cenário, é preciso deixar claro que já conseguimos alguns avanços:


1ª conquista: separar os desligados e criar uma verba própria para quitar o benefício com esses companheiros, o que garantiria mais R$ 2.000 na PLR média de 31 de dezembro de 2007, o que totaliza um valor de R$ 4.600.


2ª conquista: Mais R$ 1.100 a serem pagos em setembro para equiparar os R$ 4600  médios, a mesma PLR de 2006, totalizando R$ 5700.


3ª conquista: Mais R$ 800  (que anteriormente era R$ 900, mas ao se apurar os cálculos, constatou-se que deve-se computar R$ 100 a menos).
Tal quantia  (R$ 800) seria para equiparar a parcela igual para todos dos ativos aos dos desligados, tendo em vista o salário dos desligados serem superiores aos dos ativos. Essa parcela corrige tal distorção e totaliza uma PLR média de R$ 6.500.Ou seja, uma PLR média de R$ 6.500  contra R$ 2.600 médios não pode ser jogada no lixo!


O Sindicato destinará todos os esforços junto ao Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Engenheiros e demais entidades, pois a hora é de unidade e de responsabilidade.


Após a empresa fornecer a ata da última reunião de negociação, o Sinergia CUT chamará assembléias para definir os próximos encaminhamentos, caso não se consiga um acordo.   


Simulação:
Tome-se como exemplo um  trabalhador com uma remuneração de R$ 2000 que receberia aproximadamente uma parcela fixa com pagamentos para:
– Após AG (Assembléia Geral)   R$ 2600 x 65%:  R$ 1.690 mais
– Após R$ 2000 x 65%:                                  R$ 1.300 mais
– Em setembro:                                            R$ 1.100 fixos mais
– Após AG:                                                  R$   800, 
                 o que dá um subtotal de  R$ 4.890
Some-se ainda os 35% da remuneração de R$ 2000, que é igual a R$ 700, e chega-se ao VALOR TOTAL DA PLR, que é de R$ 5.590.


Proposta da PLR média de R$ 6.500
– Folha projetada  em 31/12/2007- PLR média de R$ 2.600 – Distribuição- 65% iguais para todos e 35% proporcionais (AG* 2008)
– Correção da Folha de 31/12/2007 menos os trabalhadores desligados – R$ 2.000 – 65% iguais para todos e 35% proporcionais (AG 2008)
– Diferença da parcela igual dos ativos x desligados = R$ 800 igual para todos (AG 2008)
– Diferença da PLR 2007 para R$ 2006 – R$ 1.100 – valor fixo igual para todos (em setembro de 2007)

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