AES Tietê prepara investimento de R$ 225 milhões em PCHs

14 maio 17:00 2007

Três usinas serão construídas no estado do Rio de Janeiro nos próximos dois anos. Empresa prospecta novos empreendimentos de pequeno e médio portes


A AES Tietê prepara o ínicio das obras de três pequenas centrais hidrelétricas no estado do Rio de Janeiro. Segundo Eduardo Bernini, diretor-presidente da geradora, a empresa está concluindo os contratos de construção das usinas. O investimento total estimado é de R$ 225 milhões em dois anos. As três PCHs terão capacidade total de 52 MW e energia assegurada de 28,97 MW médios. A aquisição das licenças, através da subsidiária AES Rio PCH, custou R$ 2,6 milhões, incluindo compra de terreno e gastos com consultoria.


Para este ano, a Tietê prevê investimentos de R$ 75,5 milhões, dos quais R$ 10,2 milhões foram aplicados no primeiro trimestre. O principal projeto é a construção de outras três PCHs no estado de São Paulo, que vão agregar mais 8 MW de capacidade instalada ao parque gerador da companhia. O investimento total será de R$ 22,4 milhões em 2007. A AES Tietê aplicará ainda R$ 36,6 milhões na reforma e modernização das usinas.


O contrato de concessão da AES Tietê determina que a empresa expanda a capacidade instalada do sistema de geração em São Paulo, em no mínimo 15%, no período de oito anos, a partir de dezembro de 1999. Como o prazo termina em dezembro próximo, a empresa negocia com o governo de São Paulo e a Agência Nacional de Energia Elétrica uma saída para evitar punições por não ter cumprido o determinado.
De acordo com Bernini, a AES Tietê enviou proposta de dilatação do prazo por mais dois anos e suspensão da obrigação de expansão se comprovada a inviabilidade do cumprimento. ‘Estamos aguardando manifestação do governo de São Paulo e da Aneel sobre o assunto’, disse o executivo, em teleconferência com analistas, nesta segunda-feira, 14 de maio.


O executivo afirmou também que a empresa está buscando novas oportunidades de investimentos em hidrelétricas. ‘A vocação da empresa é operar hidrelétricas, não pensamos em mudar de ramo. Vamos ser criteriosos na avaliação de oportunidades’, completou. A AES Tietê vai continuar focando em pequenas e médias centrais hidrelétricas. ‘Não estamos olhando nenhum megaprojeto’, avisou Bernini.


Resultados – A geradora registrou lucro líquido de R$ 160,5 milhões no primeiro trimestre deste ano, 5% acima dos R$ 152,9 milhões no mesmo período de 2006. Bernini ressaltou que 100% do lucro será distribuído aos acionistas na forma de dividendos. O Ebtida da empresa cresceu 4,9% para R$ 287,2 milhões, ante R$ 273,7 milhões, no período de comparação.


Contribuíram para o resultado o aumento de 15,1% na energia gerada e o maior volume comercializado no mecanismo de realocamento de energia e na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, além da maior demanda da AES Eletropaulo (SP). (Alexandre Canazio)

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