Consumo de energia elétrica cresce 4% no primeiro trimestre

15 maio 17:37 2007

Previsão para o crescimento do mercado de energia em 2007 é de 5,3%, segundo EPE


O consumo de energia elétrica teve crescimento de 4% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. O montante nesse período chegou a 90.754 MW, referente aos consumidores livres e cativos. A alta nacional foi alavancada pelo consumo residencial, que foi 6% maior em relação ao primeiro trimestre de 2006. No ano passado, o desempenho foi 4,4% maior na comparação com o mesmo período de 2005. Os dados foram divulgados, nesta terça-feira 15 de maio de 2007, pela Empresa de Pesquisa Energética e estão no boletim mensal ‘Estatística e Análise do Mercado de Energia Elétrica’.


A previsão para o crescimento do mercado de energia elétrica em 2007 é de 5,3%, caso a economia venha a crescer 4%. Para a classe comercial é previsto crescimento de 7,4%, seguida pela classe residencial, com um aumento de 5,9%, e da classe industrial, com evolução de 4,1%.O consumo fechou com crescimento de 3,5%, no acumulado dos 12 meses anteriores a março.


O consumo de energia elétrica residencial registrou as maiores evoluções nas regiões Norte e Nordeste, com aumento de 7,2% e 7,5%, respectivamente. De acordo com a EPE, o desempenho da classe vem sendo influenciado pelo crescimento da renda da classe trabalhadora, cujo rendimento médio real alcançou, segundo o IBGE, R$ 1.102,77 no primeiro trimestre de 2007, com elevação de 5% em relação ao mesmo trimestre de 2006. Além disso, o número de consumidores cresceu 4,17% no primeiro trimestre, comparado ao mesmo trimestre do ano passado, com destaque para as regiões Norte (6,4%), seguido pelo Nordeste (5,7%), Sudeste/Centro-Oeste (3,87%) e Sul (2,71%).


A classe comercial apresentou expansão de 5,4%. Os maiores aumentos ocorreram nos mercados das regiões Sul (7,1%) e Norte (6,3%). O resultado no Sul deve-se à manutenção da trajetória de recuperação da economia na região e a ocorrência de temperaturas mais elevadas, principalmente no mês de março. Já na região Norte, o crescimento tanto da classe comercial quanto da residencial foi atribuído às altas temperaturas nos meses de janeiro e fevereiro. Na região Nordeste, a classe comercial obteve um crescimento de 5,6%, resultado associado pela EPE à ampliação de instalações ligadas a atividades turísticas e comerciais desde hotéis a supermercados, shoppings e lojas de departamentos.

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