Silas Rondeau sai do Ministério de Minas e Energia

23 maio 14:04 2007

Três dias depois de ser apontado pela Polícia Federal como suspeito de haver recebido, dentro do próprio ministério, R$ 100 mil de propina da Construtora Gautama, o ministro Silas Rondeau, de Minas e Energia, entregou ontem, às 20h15, sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na carta, ele diz que deixa o cargo para se defender das ‘descabidas e injustas inverdades’.
O secretário-executivo do ministério, Nelson Hubner , assume interinamente o cargo.


O ministro demissionário reuniu-se ontem à tarde com Lula, das 15h50 às 17 horas, mas o encontro não foi conclusivo. Lula avisou-o de que pretendia continuar as conversas mais tarde. O primeiro encontro foi interrompido a fim de que o presidente se reunisse com o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, para tratar do futuro Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na área social.


Ainda na noite de segunda-feira, depois de dois dias de viagem com o presidente Lula ao Paraguai e Foz de Iguaçu, Rondeau desembarcou em Brasília e foi direto para a casa do senador, no Lago Sul. O encontro entrou pela madrugada. De acordo com uma testemunha, Rondeau jurou inocência ao padrinho político. Argumentou também que foi ele mesmo quem forneceu à Polícia Federal a fita com o registro da entrada no prédio do ministério de Fátima Palmeira, representante da Gautama que se encontrou com Ivo Almeida Costa, seu assessor especial. Nesse encontro, Fátima teria entregue os R$ 100 mil.


Ivo Costa foi preso pela Operação Navalha, da Polícia Federal – que desmontou um esquema de desvio de dinheiro público e fraudes em licitações. O assessor especial depôs ontem no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi solto ao fim do depoimento.

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