Elektro: apertem os cintos. O emprego pode sumir!

25 maio 17:05 2007

A máscara caiu. A  Elektro deixou de firulas e mostrou sua verdadeira intenção na Campanha Salarial durante a terceira rodada de negociação, realizada na manhã de quinta (24), em Campinas.
Por  dez anos, o Sinergia CUT e os trabalhadores sempre estiveram mobilizados para manter no Acordo Coletivo uma cláusula de Gerenciamento de Pessoal que ainda regra o emprego dos 2600 trabalhadores.


Mesmo no ano da primeira revisão tarifária,  em 2003, quando foi feito um ajuste na redação, permitindo algum percentual para rotatitividade naa mão de obra. Nunca a Elektro cogitou em extinguir com a cláusula.
Desta vez, no ano da segunda revisão tarifária, a empresa verbalizou que ‘não admite  mais ter o limite de rotatividade de 36 postos de trabalho’,  conforme prevê a cláusula 28 do Acordo vigente. A alegação da Elektro é de que  pretende demitir segundo ‘critérios de mercado’.


E tem mais: em relação aos trabalhadores considerados ‘crachá CESP’,  a Elektro foi enfática em  afirmar que quer incentivar  seu desligamento da empresa que construíram.


Aquela história de juntar as cláusulas 28 e 29,  apresentada na primeira reunião foi deixada para trás pois a empresa simplesmente quer tirar o emprego dos trabalhadores.


O Sinergia CUT rechaçou essa tentativa de atentado contra o emprego dos trabalhadores. Reafirmou  a vontade de negociar o emprego e não o desemprego.


O Sindicato defendeu as reivindicações contidas na Pauta de Reivindicações aprovada pelos trabalhadores em assembléia:  melhoria do emprego com proteção a demissões imotivadas e quadro mínimo, estabilidade pré-aposentadoria, programa de incentivo à aposentadoria, plano de cargos e salários, política de mérito e promoção, paridade na avaliação de desempenho e oportunidades com recrutamento interno.


 

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