BNDES prevê desembolsos de R$ 6 bilhões para energias renováveis em 2007

30 maio 17:01 2007

Banco estima destinar cerca de R$ 2,5 bilhões para usinas de biomassa, eólica e PCH, e R$ 3,5 bilhões para projetos de biodiesel e etanol


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social estima desembolsar cerca de R$ 6 bilhões para projetos de energias renováveis em 2007. Segundo a chefe do departamento de Gás, Petróleo, Cogeração e outras Fontes de Energia do BNDES, Cláudia Prates, serão destinados cerca de R$ 2,5 bilhões para projetos de biomassa, eólica e pequenas centrais hidrelétricas, e R$ 3,5 bilhões para projetos de biodiesel e etanol.


‘Estamos com sete usinas de biomassa em processo de financiamento e algumas já contratadas, que devem ser liberadas ainda este ano’, diz Cláudia, enfatizando a necessidade de o BNDES acompanhar os projetos para a liberação. Cláudia lembra que o prazo para as usinas do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica entrarem em operação vai até dezembro de 2008.


‘As usinas de biomassa estão no prazo, já as PCHs demoraram a estruturar os projetos e as eólicas estão com atraso’, completa. Ela apresentou nesta terça-feira, 29 de maio, durante debate sobre energias renováveis realizado pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro, a carteira ativa do BNDES, com projetos que estão em fase de liberação.


Segundo Cláudia, são 21 usinas de biomassa, 66 PCHs e quatro eólicas, gerando cerca de 2.514 MW novos, além de 65 usinas de etanol e nove a biodiesel. ‘Os investimentos são da ordem de R$ 23,735 bilhões e os finaciamentos podem chegar a R$ 15,277 bilhões’, conta.


No ano passado, o banco desembolsou cerca de R$ 3,4 bilhões para projetos de energias renováveis, sendo R$ 1,4 bilhão para biomassa, eólica e PCHs, e R$ 2 bilhões para projetos de biodiesel e etanol. Segundo ela, o BNDES quer contribuir para o desenvolvimento sustentável, para diversificar a matriz energética brasileira e para diminuir dependências de combustíveis fósseis. ‘Também pretendemos colaborar para reduzir os impactos ambientais e as fontes poluentes’, completa. (Julia Salles)

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