CPFL: proposta rejeitada mais uma vez

06 junho 09:57 2007

Empresa propõe reajuste que não repõe sequer as perdas do período. Aumento real passou longe da proposta, que foi rejeitada na mesa


Na terceira rodada de negociação com o Sinergia CUT, a CPFL apresentou uma proposta insuficiente para se chegar a um acordo, uma vez que não repõe as perdas do período e não dá qualquer garantia de emprego. Com isso, a proposta foi novamente rejeitada pelo Sindicato. Confira os principais itens:



  • Reajuste salarial: 3,5% (abaixo do ICV Dieese, que é de 4,13% e do IPC-Fipe, de 3,98%)
  • PLR: compromisso em ACT de discussão dos valores e metas fora da Campanha Salarial
  • Política de Emprego: aumento de 30 trabalhadores tanto na Paulista quanto na Piratininga, sem garantia de emprego. Com isso, a Paulista passaria a ter 3.190 trabalhadores e a Piratininga 1.120
  • Piso salarial: reajuste pelo mesmo índice do salário
  • Benefícios (VA e VR, Auxílio Creche, Gratificação de Férias, Lanche e Refeição em HE): reajuste pelo mesmo índice do salário
  • Vigência do ACT: um ano (até 31/05/2008)
  • Demais itens: mantidos como na proposta anterior.

Para o Sinergia CUT, com essa proposta  a CPFL não atende as principais reivindicações dos trabalhadores, que querem a manutenção da garantia de emprego na Paulista, com extensão para o ACT da Piratininga, além de PLR maior (compatível com os altos lucros) e reajuste  de salários mais aumento real.


Mas parece que a palavra de ordem da holding é enrolação. Por isso, a mobilização e união de todos será imprescendível para que, na próxima rodada marcada para o dia 13, a empresa avance e apresente uma proposta digna. Condições para isso há: a CPFL apresentou lucro recorde em 2006 de R$ 1,4 bilhão.

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