Mais uma batalha na negociação com a CTEEP

06 junho 16:40 2007

Depois da maratona de mais de doze horas na negociação da semana passada, a reunião da última terça-feira (05), que deveria dar o toque final à redação do novo Acordo Coletivo, se transformou em mais uma batalha entre o Sinergia CUT e os negociadores da CTEEP. Tudo para impedir que os trabalhadores fiquem no prejuízo econômico e sem a garantia de conquistas históricas.


O conflito recai principalmente sobre quatro reivindicações das quais o Sindicato não abre mão: aumento da PLR, DSR (Descanso Semanal Remunerado) em conformidade com a lei, garantia de emprego para os trabalhadores contratados depois da privatização e reajuste salarial extensivo aos aposentados da 4819.


Os negociadores da CTEEP mantiveram a proposta anterior, que inclui 4,5% de reajuste nos salários e abono de R$ 300. Apesar de o montante de duas folhas, a PLR proposta prejudica financeiramente os trabalhadores, que perderiam cerca de R$ 1.250 cada um na comparação ao valor pago este ano. Isso porque, apesar de aumentar o montante, a empresa não considera que reduziu o quadro de pessoal em 60%, ao mesmo tempo em que lucrou muito mais.


Em relação ao DSR, o Sinergia CUT reivindica que a CTEEP cumpra a lei, deixando de escalar os trabalhadores contratados para o horário comercial para atividades aos domingos e pagando o adicional de 100% aos trabalhadores que fazem turno de revezamento e trabalham em feriados.


O Sindicato destacou também a total contradição da empresa que diz reconhecer que os trabalhadores são seu ‘maior patrimônio’ mas continua insistindo em retirar a maior conquista da categoria – a garantia de emprego. ‘Ataca o maior bem dos trabalhadores que é o emprego e nega essa tranqüilidade aos novos contratados’, afirmam os dirigentes.


Além disso, a CTEEP também não garantiu aos trabalhadores admitidos depois da privatização a adesão ao fundo de pensão, colocando em risco o patrimônio previdenciário da categoria. Também não cumpriu o compromisso assumido na última reunião de discutir a garantia dos postos de trabalho, a manutenção da Fundação CESP e a primarização das atividades de transmissão.


Outra preocupação do Sinergia CUT é a de assegurar aos aposentados da 4819 o mesmo reajuste salarial do pessoal da ativa. Reivindicou ainda uma manifestação clara da empresa em relação aos custeio de medicamentos e uma solução rápida para os casos de Risco Iminente.


Todas essas reivindicações foram formalmente entregues aos negociadores da CTEEP em documento do Sinergia CUT, também assinado pelas outras entidades. Porque, apesar de a empresa reafirmar que ‘a proposta apresentada está no limite’, o Sindicato entende que é possível avançar. Aguarde novas informações.  

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