AES Tietê faz proposta. É pouco

12 junho 15:51 2007

Na rodada de negociação com o Sinergia CUT, na última terça-feira, em São Paulo, a direção da AES Tietê insistiu na tese de querer negociar apenas as cláusulas econômicas e tentou ignorar a pauta de reinvindicações do Sindicato esquecida na gaveta. Pauta, aliás, aprovada pelos trabalhadores em assembléias realizadas em todos os locais de trabalho.


Quem ganha até R$ 7.800, o reajuste seria de 3,97%,  aquém das reivindicações dos trabalhadores. Afinal, o lucro registrado pela empresa dá condições de um percentual melhor. Não dá para aceitar que uma campeã de rentabilidade nivele por baixa sua proposta econômica. 


Para piorar, os trabalhadores que ganham acima desse valor receberiam um aumento de R$ 310 fixos. Discriminação pura. A metodologia também seria aplicada nos benefícios. 
O Sinergia CUT recusou a proposta na mesa de negociação e reafirmou a disposição de lutar por um reajuste de 4,13% e um aumento real de 3,7%, que é percentual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006.


Além da questão econômica, o Sindicato quer discutir outros pontos da pauta aprovada pelos trabalhadores, que são a Política de Horas Extras, Assistência Médica e Odontológica, Plano de Cargos e Salário, aumento  no quadro mínimo da empresa, entre outros.


Ao final, foi reafirmado a reunião do  dia 19, em São Paulo e  cancelada pela empresa a negociação do dia 22. A rodada do dia 26 ficou mantida.


O Sinergia CUT fará assembléias informativas nos locais de trabalho para esclarecer sobre os pontos da negociação. Não fique fora dessa!

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