CPFL Energia: muito discurso, nada de emprego

15 junho 15:17 2007

Na quarta rodada de negociação realizada nesta quarta (13), em Campinas, a direção da CPFL veio com a mesma ladainha de sempre para tentar enganar e enrolar os trabalhadores. Disse reconhecer a importância dos recursos humanos na empresa e que os trabalhadores são importantes para obtenção de melhores resultados. Mas,  na hora de colocar a proposta na mesa, as contradições entre o que fala e o que faz ficam cada vez mais claras.


Só 4% de reajuste…
E, enquanto os lucros sobem de maneira estratosférica, o máximo que a holding apresenta é a proposta de um reajuste de 4% nos salários, no piso salarial  e benefícios econômicos, com exceção do Vale Alimentação que seria reajustado em 10%.


Na proposta de PLR,  a empresa propõe reajuste de 4,15% no montante, o que daria um valor médio de R$ 3.500 para cada trabalhador. A  negociação de metas e forma de distribuição seria feita  em separado.


A holding se recusa a atender todas as demais reivindicações dos trabalhadores e propõe a supressão de várias conquistas do atual  ACT, como adicional de periculosidade, exame médico periódico, bolsa de estudos, pontes de feriado e sobreaviso, entre outras. Além disso, propõe ACT por apenas um ano.


Para o Sinergia CUT, que recusou de imediato a proposta, os índices propostos ficam muito aquém daquilo que se pode considerar decente para análise dos trabalhadores, além de estarem abaixo das propostas feitas pelas demais distribuidoras.
 
… e sem emprego
Quando chegou a hora de apresentar a proposta de Polìtica de Emprego, a empresa só disse que  pretende um quadro mínimo de acordo com as necessidades de mercado: 3.190 trabalhadores na  Paulista, Geração e Brasil, 1.120 trabalhadores na Piratininga. Pior: sem qualquer garantia de emprego.


O Sinergia CUT considera a proposta da CPFL um absurdo que só deixaria o clima organizacional ainda pior, já que os trabalhadores conhecem as verdadeiras intenções da empresa –  poder demitir sem critérios e sem limites.
 
Com tudo isso, o Sinergia CUT recusou toda a proposta na mesa. A próxima rodada acontece no próximo dia 21. Até lá, participe das assembléias nos locais de trabalho.

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