CTEEP: o ACT é nosso e ninguém tira!

22 junho 16:33 2007

Nesta segunda-feira (25), o Sinergia CUT e os trabalhadores da CTEEP darão a primeira demonstração aos colombianos de que querem conquistar um acordo digno. Nem que para isso tenhamos que chegar a deflagrar greve por tempo indeterminado.


As duas horas de mobilização programadas para esta segunda (25) também serão uma amostra concreta de que os trabalhadores acreditam na mesa de negociação. Diante disso,  a reivindicação é a reabertura imediata do diálogo para viabilizar um ACT que atenda as expectativas da categoria.


Da mesma forma que a ISA contratou ‘o lorde’  Diogo Clemente para rasgar o Acordo Coletivo, a controladora colombiana da CTEEP também angariou a simpatia do Sindicato dos Engenheiros, que tem na sua presidência um trabalhador da CTEEP. O correto seria que ele desse o exemplo de resistência na entrega dos direitos dos trabalhadores. Mas, infelizmente, a sua atitude foi outra: a de aprovar um acordo prejudicial à categoria.
Proposta indecente


1-) Um reajuste salarial de 4,5% na CTEEP, que deixa a desejar para qualquer trabalhador. Mas que o Sindicato dos Engenheiros corre para aplaudir e aprovar. Detalhe:  na Elektro, o reajuste proposto é de 5% nos salários e  6% nos benefícios.


2 -) O prejuízo ao trabalhador da CTEEP não pára por aí. A proposta de cláusula de Política de Emprego impede tranquilidade necessária aos novos trabalhadores para projetarem o futuro. Na prática, a empresa inviabiliza o plano da Fundação CESP.


3-)A legalização do trabalho aos domingos no Acordo Coletivo  (o que alteraria o contrato individual dos trabalhadores).De graça nem a pau Juvenal!


A redução da PLR


4-) A redução da PLR em R$ 1250   para engordar os bolsos dos gerentes com uma PLR de marajá no ACT, o que proporciona economia de milhões aos cofres da ISA.


Afinal, apenas alguns ‘eleitos’ são contemplados com as benesses, enquanto a maioria da companheirada fica a ver navios.
Coincidência ou não, o Sindicato dos Engenheiros foi um dos primeiros a se oferecer para encaminhar a assinatura do Acordo.


A procura do inimigo


O débito nos bolsos dos trabalhadores da CTEEP não fica nisso. Redução de R$ 100 mil na Bolsa de Estudos, descumprimento da legislação dos aposentados da 4819 e não discussão da primarização foram outros temas tratados de maneira equivocada pelo negociador contratado. Fica a pergunta: com uma proposta dessa, quem precisa de inimigo?


Uma dica: alguém precisa avisar ao presidente colombiano Alváro Uribe que o presidente da CTEEP, Sidney Colombini, ainda não sabe que a empresa deixou de ser estatal. Ou seja, não é preciso pedir aumento para os trabalhadores para o Secretário da Fazenda do governo estadual.


Estamos em diálogo com as demais entidades porque a hora é de lutar! Com organização e unidade, sem trapalhadas para não comer crú e nem queimar a boca!

  Categorias: