CTEEP parou por duas horas nesta segunda (25)

25 junho 10:24 2007

Energia, unidade e indignação marcaram o início da manhã dos trabalhadores da CTEEP que participaram nesta segunda (25) da mobilização de duas horas nos locais de trabalho da empresa. A mobilização foi uma resposta à falta de consideração da CTEEP que reluta em atender as reivindicações da categoria nesta Campanha Salarial e pela reabertura das negociações.


Participaram da manifestação e assembléia os trabalhadores de Bauru, Itapetininga, Jupiá, Araraquara, Presidente Prudente e Votuporanga. Em Santa Bárbara D´Oeste os companheiros participaram apenas de reunião informativa sobre os caminhos dessa Campanha Salarial.


Com tudo isso, o Sinergia CUT espera que a empresa volte a negociar. E de verdade. Caso contrário, a partir do dia 02 de julho o Plano de Lutas será implementado com intensificação das mobilizações a cada semana.


As duas horas de mobilização ocorridas nesta segunda foram uma amostra concreta de que os trabalhadores acreditam na mesa de negociação e querem a volta do diálogo para viabilizar um ACT que atenda as expectativas da categoria.


A proposta recusada
Vale lembrar que a proposta apresentada pela empresa foi rejeitada pelo Sindicato porque, além de não contemplar as reivindicações dos trabalhadores, prejudica-os em cheio. Confira alguns pontos:



  • Um reajuste salarial de 4,5% (na Elektro, o reajuste proposto é de 5% nos salários e 6% nos benefícios).
  • Uma Cláusula de Política de Emprego que impede a tranquilidade necessária aos novos trabalhadores para projetarem o futuro. Na prática, a CTEEP inviabiliza o plano da Fundação CESP.
  • A legalização do trabalho aos domingos no Acordo Coletivo (o que alteraria o contrato individual dos trabalhadores).
  • A redução da PLR em R$ 1.250 para engordar os bolsos dos gerentes com uma PLR de marajá no ACT, o que proporciona economia de milhões aos cofres da ISA.

Assim não dá! É preciso negociar seriamente. E os trabalhadores já provaram que sabem se unir para ir em busca dos objetivos em comum.  Por isso, … com licença, vamos à luta!

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