CTEEP: mais pressão a partir de segunda (02)

29 junho 09:41 2007

A partir de segunda-feira (02), os trabalhadores da CTEEP intensificam o Plano de Luta aprovado em assembléias para pressionar a direção da empresa a reabrir negociação. O movimento de pressão começou na semana passada quando, na manhã da segunda (27), os trabalhadores participaram de mobilização de duas horas nos locais de trabalho.


A mobilização foi uma resposta à falta de consideração da CTEEP que reluta em atender às reivindicações da categoria  nesta Campanha Salarial e encerrou negociação apresentando uma proposta final rejeitada pelo Sinergia CUT.


Participaram da manifestação os trabalhadores de Bauru, Itapetininga,  Jupiá,  Araraquara, Presidente Prudente e Votuporanga. Em Santa Bárbara D´Oeste, os companheiros participaram apenas de reunião informativa sobre os próximos passos do Plano de Luta, que prevê mobilizações mais intensas a cada semana.


As duas horas de mobilização já  realizadas foram uma amostra concreta de que os trabalhadores acreditam na mesa de negociação e querem a volta do diálogo para viabilizar um ACT que atenda as expectativas da categoria.


A proposta recusada
Vale lembrar que a proposta apresentada pela empresa foi rejeitada pelo Sindicato porque não contempla as justas reivindicações dos trabalhadores. Ao contrário, é prejuízo certo. Confira alguns pontos:



  • Um reajuste salarial de 4,5% (na Elektro, o reajuste proposto é de 5% nos salários e 6% nos benefícios).

  • Uma Cláusula de Política de Emprego que impede a tranqüilidade necessária aos novos trabalhadores para projetarem o futuro. Na prática, a CTEEP inviabiliza o futuro do Plano da Fundação CESP.

  • A legalização do trabalho aos domingos no Acordo Coletivo (o que alteraria o contrato individual dos trabalhadores).

  • A redução da PLR em R$ 1.250 para engordar os bolsos dos gerentes com uma PLR de marajá no ACT, o que proporciona economia de milhões aos cofres da ISA.

Mais: a proposta final da CTEEP também inclui a redução de R$ 100 mil na Bolsa de Estudos, o não cumprimento da legislação dos aposentados da 4819 e a revisão do auxílio medicamento. Por tudo isso é que os trabalhadores vão continuar lutando para reivindicar a reabertura da negociação. E, a partir desta segunda (02), participam de novas mobilizações.

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