Taubaté: Sede do Sindicato dos Metalúrgicos sofre novo atentado

03 julho 15:59 2007

Mais uma vez a sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté filiado à CUT foi covardemente atacada. O fato aconteceu na noite de segunda-feira, dia 2 , por volta das 22h20. Segundo relatos dos seguranças que estavam no local, foram disparados cinco tiros de revólver contra a portaria da entidade. Eles não conseguiram ver os criminosos e, felizmente, ninguém ficou ferido. A Polícia Militar e Técnica foi acionada e já recolheu as cápsulas das balas para perícia.


O vice-presidente do Sindicato, Isaac do Carmo, e candidato à presidente pela Chapa 1 da CUT na eleição no Sindicato, afirma que este atentado é contra a liberdade e a autonomia sindical. ‘Estamos às vésperas do processo eleitoral do Sindicato, que iniciará nos dias 11, 12 e 13 de julho, que é um dos mais importantes e representativos do Estado de São Paulo. Essa atitude é, sem dúvida, da Oposição que está desesperada porque não tem condições de realizar o debate político no chão de fábrica com os trabalhadores e parte para a intimidação moral e física’, disse Isaac.


A Chapa cutista –formada por trabalhadores de base oriundos das Cipas e das Comissões de Fábricas — é a favorita da categoria e está representada em 21 comitês sindicais de empresas e um de aposentados das principais empresas da região, entre elas, a Volks, Ford e a LG. Já a outra Chapa, Semlutas, representa apenas quatro comitês.


Segundo o Sindicato, os novos disparos podem estar relacionados às bombas atiradas contra a sede da entidade no mês passado, no dia 5 de junho. Um dia depois, a entidade recebeu telefonemas anônimos com ameaças de morte ao atual presidente Valmir Marques da Silva, o Biro Biro (que preside a FEM-CUT/SP), e aos seus familiares.


Repúdio e repercussão internacional
Na época, a FEM-CUT/SP, a CUT Estadual São Paulo e a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM-CUT) divulgaram nota oficial de repúdio às autoridades competentes e à sociedade civil organizada contra esses atentados terroristas e, acima de tudo, covardes. Em nota, as entidades – que juntas representam quatro milhões de trabalhadores – expressaram ‘que tais práticas de violência não levam a nenhum lugar, ao contrário, envergonham a classe trabalhadora e ferem os princípios da ética, da liberdade de autonomia sindical e da democracia emanados pela Central Única dos Trabalhadores’.


A nota teve repercussão nacional e internacional, sendo publicada nos principais portais de trabalhadores do universo sindical. A notícia ganhou destaque também na FITIM (Federação Internacional dos Trabalhadores Metalúrgicos), sediada em Genebra (Suíça) – maior órgão de organização e representação do ramo metalúrgico mundial.

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