CTEEP: NEGOCIAÇÃO OU GREVE

16 julho 08:26 2007

Trabalhadores paralisam atividades na próxima segunda-feira (16) e decidem sobre a greve por tempo indeterminado a partir do dia 23


Os trabalhadores da CTEEP realizam na próxima segunda-feira (16) um dia de mobilização com único objetivo: romper a intransigência da direção da empresa que interrompeu as negociações sem fechar um Acordo Coletivo justo.


Pior: a CTEEP manipulou o processo de tal forma que levou as demais entidades sindicais a aprovarem sua última proposta e ainda colocou seu corpo gerencial para pressionar os trabalhadores a também aprovarem.


Porém, conforme já amplamente divulgado pelo Sinergia CUT, além dos prejuízos financeiros que a empresa pode impor aos trabalhadores, a proposta da CTEEP tenta alterar a garantia de emprego e legalizar o trabalho gratuito aos domingos, exigindo a compensação de dois domingos na escala de um por um. Tenta ainda embutir no Acordo, sem divulgação dos dados, a PLR dos gerentes, causando cerca de R$1.250 de prejuízo à PLR dos trabalhadores.


Exatamente por isso o Sinergia CUT decidiu não ceder à pressão da empresa, não assinar o Acordo (como fizeram os demais sindicatos) e implementar o Plano de Luta. A mobilização desta segunda é um recado claro e direto da categoria, que deverá aprovar a greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda (23), caso a CTEEP não aceite reabrir as negociações.


Arbitrariedade e intransigência
O atual ACT prevê que a hora extra realizada entre a 20a e a 40a será compensada 1 por 1 ½. Ou seja, a proposta apresentada pela empresa rebaixa o Acordo vigente. O Acordo atual também garante o emprego dos trabalhadores até 2009. Com a atual proposta da empresa, a Cláusula de Gerenciamento de Pessoal também será rebaixada.


Alegando que os demais sindicatos da CGT aprovaram essa proposta junto ao Ministério do Trabalho e Emprego, a empresa já vem praticando o DSR de graça. O Sinergia CUT já denunciou a situação irregular e está tomando todas as providências na Justiça e no MTE para impedir a continuidade dessa prática. No último dia 11, o MTE em Bauru autuou a CTEEP por vários motivos, inclusive o trabalho excessivo nos DSRs.


Agora a CTEEP tenta novamente dividir a categoria, pagando valores retroativos só para uma parcela da categoria, discriminando os trabalhadores da base do Sindicato. Com licença, vamos à luta!

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