CESP: mobilização exige negociação ‘de verdade’

25 julho 15:52 2007

Os trabalhadores da CESP deram mais uma demonstração de unidade e atrasaram o início do em diversos locais de trabalho da base do Sinergia CUT no último dia 25. Os trabalhadores cruzaram os braços logo no início da manhã, por quatro horas, para reivindicar avanços na Campanha Salarial que garantam um Acordo Coletivo justo e digno.

Participaram os companheiros das usinas em Jupiá, Três Irmãos,, Ilha Solteira e Porto Primavera, além da capital. A mobilização foi realizada conjuntamento por todas as entidades sindicais envolvidas no processo de negociação.

Não é para menos. Os trabalhadores querem avanços. Na proposta encaminhada na manhã do último dia 17, em São Paulo, os negociadores propuseram 4,67% de reajuste nos salários e benefícios, 2% da folha para o Planejamento de Pessoal, uma folha nominal para a PRR 2008 e vigência do Acordo por um ano.E mais: disseram que a proposta era ‘final’.

As entidades consideram que a nova proposta está aquém das reivindicações dos trabalhadores e que ainda há espaço para negociação. Não custa lembrar que proposta prejudica a categoria na vigência do Acordo e na PRR, já que o montante cai de uma folha cheia para uma folha base, o que implica em redução significativa do benefício, que pode chegar a cerca R$ 1 mil a menos no bolso de cada trabalhador.

Além disso, a reivindicação é por um acordo de três anos. Tais motivos também foram expostos na carta assinada pelas entidades e que foi encaminhada à Aneel e a integrantes do governo Serra.
Espera-se que a empresa resolva negociar de verdade o mais rápido possível.

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