Sem avanço de proposta, metroviários de SP continuam greve

03 agosto 15:33 2007

Em assembléia na tarde de quinta (2), categoria decide continuar paralisação


O Sindicato e a Cia participaram de uma audiência de conciliação convocada pela juíza Wilma Nogueira de Araújo Vaz no Tribunal Regional do Trabalho, com o objetivo de intermediar o conflito instalado entre empresa e trabalhadores. No entanto, não houve avanço nas negociações. É por este motivo que a categoria decidiu continuar o movimento grevista.


Reivindicação
A categoria reivindica o pagamento da Participação nos Resultados (PR) com base em uma folha e meia de pagamento, distribuída de forma igual para todos, com uma antecipação imediata de R$ 1.800,00.


No entanto, a empresa se propôs a pagar uma folha de pagamento, de forma proporcional, privilegiando os cargos de chefia, que têm os maiores salários. Propõe também uma antecipação de R$ 800,00 para ser paga em 1º de setembro, deixando o restante do valor para ser negociado somente em fevereiro de 2008.


Balanço
A greve por tempo indeterminado decretada pelos metroviários em 24/7 e iniciada à meia noite de quinta-feira, 2/8, já dura mais de 17 horas e conta com participação total da categoria. 


A exceção fica para cerca de 500 funcionários (que pleiteiam receber a maior parte da PR) que ocupam cargos de confiança e/ou de chefia, e que acabaram se submetendo a participar do improvisado esquema do Metrô para manter as Linhas 1 – Azul e 2 – Verde em funcionamento precário.


Esquema de emergência
Na manhã de terça-feira (31/07) o Sindicato apresentou uma denúncia na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), contra a medida tomada pelo Metrô de colocar pessoas que não têm experiência e qualificação necessárias para executar funções como de operar trens. 


Logo que tomou ciência de tal fato, a delegada do trabalho determinou que um auditor fiscal procedesse em diligencia na estação Ana Rosa, onde as denúncias do Sindicato foram confirmadas: há desvio de função para o funcionamento do sistema, com o ‘aproveitamento’ de pessoas despreparadas para tanto, o que coloca em risco a segurança e integridade de funcionários e usuários.


Acidentes anunciados
Na tarde de quinta (2), um dos operadores de trem biônico que o Metrô escalou para operar os trens da Linha 1 – Azul ‘atropelou’ duas máquinas de chave da via. Este é o aparelho de via responsável por dar direção ao trem, e um acidente como este poderia ter provocado um descarrilamento.


Em uma segunda ocorrência, outro operador de trem biônico ultrapassou um sinaleiro vermelho, o que significa ultrapassar o espaço do trem que está na frente. A conseqüência deste ato poderia ser o choque entre trens no túnel ou em estações.


Estes incidentes certamente poderiam ter sido evitados se a empresa não tivesse implantado esta operação extremamente arriscada, colocando pessoas que não têm experiência e qualificação necessárias para operar um sistema tão complexo como o metroviário.

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