Metroviários: assembléia suspende greve

06 agosto 09:36 2007

Em assembléia que terminou na noite da última sexta-feira (03), os metroviários de São Paulo decidiram suspender a greve que havia começado à 0h de quinta-feira (02). A decisão foi tomada depois que o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 2a Região considerou a paralisação da categoria abusiva.


Em audiência realizada na tarde da sexta (03), o TRT de São Paulo considerou a greve dos metroviários abusiva e determinou a volta ao trabalho. Os cinco juízes seguiram o voto da relatora, Catia Lungov, que exigiu também que o Sindicato pagasse imediatamente a multa diária de R$ 100 mil. Recomendaram também que as partes voltem a negociar.


Intransigência do governo
Sem avanço na negociação com o governo Serra, os metroviários decidiram cruzar os braços na quinta-feira (02) da semana passada. No mesmo dia, uma audiência de conciliação foi convocada pela juíza Wilma Nogueira de Araújo Vaz, com o objetivo de intermediar o conflito instalado entre empresa e trabalhadores. No entanto, não houve avanço na negociação. Por esse motivo, nova assembléia da categoria decidiu pela continuidade do movimento no dia seguinte.


Reivindicação
Os metroviários, que têm data base em maio, já assinaram o Acordo Coletivo deste ano. Mas a categoria reivindica o pagamento da Participação nos Resultados (PR) com base em uma folha e meia de pagamento, distribuída de forma igual para todos, com uma antecipação imediata de R$ 1.800.


No entanto, a empresa propõe  pagar apenas uma folha de pagamento, de forma proporcional, privilegiando os cargos de chefia, que têm os maiores salários. Propõe também uma antecipação de R$ 800 para ser paga em 1º de setembro, deixando o restante do valor para ser negociado somente em fevereiro de 2008.


Balanço
A greve por tempo indeterminado decretada pelos metroviários em 24 de julho contou com a participação total da categoria. Segundo o Sindicato dos Metroviários, ‘a exceção ficou para cerca de 500 funcionários que pleiteiam receber a maior parte da PR,  que ocupam cargos de confiança e ou de chefia, e que acabaram se submetendo a participar do improvisado esquema do Metrô para manter as Linhas 1 (Azul) e 2 (Verde) em funcionamento precário’.


Esquema de emergência
Antes da greve, na manhã da terça (31) o Sindicato apresentou uma denúncia na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), contra a medida tomada pelo Metrô de colocar pessoas que não têm experiência e qualificação necessárias para executar funções como de operar trens.


Logo que tomou ciência do fato, a delegada do trabalho determinou que um auditor fiscal fosse  até a estação Ana Rosa, onde as denúncias do Sindicato foram confirmadas. Segundo o Sindicato, ‘havia desvio de função para o funcionamento do sistema, com o ‘aproveitamento’ de pessoas despreparadas para tanto, o que colocou em risco a segurança e a integridade de funcionários e usuários’.

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