CESP: assembléias decisivas!

08 agosto 19:45 2007

Intransigência e falta de palavra. Depois da mobilização realizada pelos trabalhadores no último dia 25 de julho e da carta enviada à Aneel e ao governo de SP pelo Sinergia CUT,  juntamente com os sindicatos dos Engenheiros e de São Paulo, a direção da CESP e a secretária de Saneamento e Energia se comprometeram a reabrir  negociação e formular uma nova proposta. A secretária  Dilma Pena também ficou de encaminhar as reivindicações ao governo de SP.


Onze dias se passaram e nada mudou. No último dia 1°, a resposta do governo Serra foi a de manter a mesma proposta já rejeitada pelo Sindicato. Assim, está maior o atraso para o fechamento do ACT – uma vez que a data base é junho – e a insistência da direção da CESP em não reabrir negociação.


Só uma saída: aprovada!
Diante disso, o Sindicato avaliou que só há uma saída para os trabalhadores: intensificar o Plano de Luta com a aprovação de greve por tempo indeterminado a partir do dia 20.


Essa avaliação foi apresentada aos trabalhadores logo no início da manhã desta segunda (06), quando ocorreria a mobilização de meio período. A decisão da companheirada foi então de marcar para a próxima segunda (13) assembléias deliberativas para decidir pela greve por tempo indeterminado a partir do dia 20. Só a garra e a resistência dos trabalhadores podem vencer a intransigência da empresa e do governo de SP.


Choque de Serra
Estranhamente, esteve presente nas assembléias de Porto Primavera, num movimento pacífico e democrático dos trabalhadores, o Pelotão de Choque da Polícia Militar do Estado de São Paulo. A PM também compareceu às assembléias em Ilha Solteira e Jupiá. O Sindicato repudia essa atitude e as intenções do governo Serra para inibir, pressionar e coagir os trabalhadores.


A última proposta
Vale lembrar que, na última rodada ocorrida no dia 17 de julho, a proposta encaminhada foi de 4,67% de reajuste nos salários e benefícios, 2% da folha para o Planejamento de Pessoal, 40% a menos na PRR 2008 (uma folha nominal) e vigência de um ano.Ou seja, só prejuízo para os trabalhadores.


Tudo está em jogo
Diferentemente dos metroviários, que também foram à greve por uma PR  justa, todo o ACT da CESP está em jogo. Outra diferença é que, em caso de dissídio, o julgamento da greve da CESP será no TRT da 15a Região, em Campinas.


Por isso, o Sinergia CUT entende que é preciso ir à luta por salário e emprego,  PRR justa (uma folha cheia) e ACT por três anos. Só a greve vai vencer a intransigência da CESP e garantir aos trabalhadores a tranqülidade necessária diante da ameaça de privatização e a manutenção de  conquistas históricas. Então,  com licença, vamos à luta e à greve!

  Categorias: