‘Demissão de metroviários é ato arbitrário de Serra, retaliação e terrorismo’, denuncia Sindicato

08 agosto 16:18 2007

Em uma atitude de retaliação, o governo do Estado e o Metrô anunciaram na imprensa a demissão de 61 metroviários, alegando mau desempenho destes profissionais, o que criou um clima de revolta e terrorismo incompatível às mínimas condições necessárias para que os metroviários prestem seus serviços.


Ocorre que, estes trabalhadores, em sua absoluta maioria, possuem mais de 15 anos de serviços prestados à população e, depois da greve dos dias 2 e 3 de agosto, simplesmente deixaram de ser considerados eficientes.


Constantemente, pesquisas de opinião pública conferem ao metrô, índices de aceitação em torno de 95%, ficando à frente de serviços públicos como dos bombeiros, correios e Poupa Tempo. Esta qualidade está vinculada à dedicação e empenho dos metroviários em prestar o melhor serviço possível à população.


Posição sobre a proporcionalidade da PR e demissões
O Sindicato e os metroviários consideram injusto o pagamento da Participação nos Resultados de forma proporcional, pois todos os funcionários do Metrô têm o seu devido valor. Cada um deles desempenha um papel determinante para que a empresa tenha bons resultados e não é justo que pessoas que têm cargo de confiança e de chefia tenham uma PR até cinco vezes superior a dos metroviários que trabalham nas estações, segurança, manutenção etc. Afinal, se não fossem estes trabalhadores, o sistema metroviário não funcionaria tão bem como funciona.


Na opinião do sindicato, a retaliação do governo do Estado e Metrô é antidemocrática, anti- sindical e contra a organização dos trabalhadores. Tem a clara intenção de ferir o direito constitucional de greve e intimidar os metroviários a não mais se mobilizarem em defesa de seus direitos, afetando também o direito da população por um transporte digno, de qualidade, seguro e com tarifas acessíveis.


A greve
Desde março, os metroviários vêm tentando negociar a Participação nos Resultados (PR) relativa ao período de janeiro a dezembro de 2007. Apesar das várias tentativas, a empresa se negou a abrir um processo de negociação, impedindo a discussão de valores, metas e pagamentos. Há que se ressaltar também que, em 14/6, o Metrô se comprometeu, por escrito, a negociar e celebrar o acordo da PR até 23/7.


A negociação não ocorreu e, no dia 23/7, a empresa apresentou uma proposta que estabelecia valor menor que o pleiteado, pagamento somente em fevereiro de 2008 e estabelecimento de proporcionalidade, conferindo aos salários mais altos, valores substancialmente maiores, bem como metas inatingíveis.


Metroviários resistirão
O Sindicato e a categoria não aceitam esta retaliação e, com o objetivo de barrar as demissões, realizarão uma assembléia nesta quarta-feira, 08/8, às 18h30, na sede do Sindicato.

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