AES Tietê ainda não tem definição sobre obrigação para expandir capacidade de geração

17 agosto 09:45 2007

Empresa tem até dezembro para aumentar capacidade em 400 MW, mas enfrenta dificuldades com gás e local para hidrelétrica em São Paulo


A AES Tietê continua sem uma solução para obrigação de expandir em 15% a capacidade de geração até dezembro próximo. Isso significa adicionar mais 400 MW aos 2,7 mil MW já existentes. A empresa negocia com o governo de São Paulo alternativas já que não conseguirá cumprir a determinação contratual. A empresa enfrenta dificuldade de encontrar locais com potencial hidrelétrico no estado e os problemas de disponibilidade de gás torna a alternativa de instalar uma termelétrica praticamente inviável.


O não cumprimento da cláusula poderá resultar em penalidades para a geradora do grupo AES Brasil. Segundo Britaldo Pedrosa Soares, presidente do grupo, a empresa analisa opções como cogeração com bagaço de cana-de-açúcar e gás natural. ‘Estamos aguardando um posicionamento do governo de São Paulo. Mas não acreditamos em punições’, disse o executivo em entrevista coletiva na última quarta-feira, 15 de agosto, em São Paulo. A empresa pede uma maior flexibilidade ao governo paulista diante das dificuldades.


Enquanto aguarda o posicionamento estatal, a AES Tietê investe em outros estados. A empresa está construindo três PCHs no Rio de Janeiro. As usinas somam 52 MW de capacidade instalada. Os investimentos serão de R$ 225 milhões nos próximos dois anos. Do montante, R$ 15,3 milhões já foram usados pela geradora para pagar uma segunda parte do acordado com a Guascor pelos projetos, a compra dos terrenos e outras providências. ‘As PCHs estão no processo de contratação de engenharia e equipamentos’, explicou Soares.


De acordo com o executivo, a AES tem três focos no país, atualmente, que são a finalização da venda de participação do BNDES na Brasiliana, a continuidade de investimentos na AES Eletropaulo (SP) e a geração. No último caso, os investimentos devem se concentrar na AES Tietê. A empresa planeja investir R$ 75,5 milhões este ano, fora os investimentos das PCHs fluminenses. (Alexandre Canazio)

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