Mais de 20 mil em Brasília

17 agosto 16:47 2007

Trabalhadores de todo o Brasil agitam a Capital Nacional. Cerca de 50 energéticos do Sinergia CUT estiveram lá


Cerca de 50 energéticos, entre dirigentes, trabalhadores da ativa e aposentados de todas as macrorregiões do Sinergia CUT, colocaram o pé na estrada e participaram do Dia Nacional de Luta da CUT ocorrido no último dia 15 em Brasília (DF), sob o comando de Artur Henrique da Silva Santos, presidente nacional da Central.


Os militantes do Sindicato encontraram caravanas de trabalhadores de todos os Estados do Brasil na manhã de quarta, na concentrarão em frente ao Museu Nacional. Depois do ato político, os manifestantes participaram de caminhada pela Esplanada dos Ministérios.  Ao meio-dia, os trabalhadores deram um ‘abraço’ de pressão ao Congresso Nacional.


Para a direção do Sinergia CUT, o Dia Nacional de Luta representa ‘uma reação dos trabalhadores diante de ataques como a emenda 3, o fator previdenciário e a limitação do direito de greve’. Já o presidente da CUT-SP, Edílson de Paula, alerta que ‘a CUT e sindicatos filiados debateram uma importante pauta que precisa ser defendida para proteger os direitos dos trabalhadores’.


Além dessas reivindicações, a CUT requereu de parlamentares e governo federal a regulamentação do sistema de negociação permanente no serviço público, a retirada do projeto de lei que cria fundações estatais de direito privado e a retirada do PLP 01, que ‘engessa’ recursos da folha de pagamento da União.


A manifestação também foi por reforma agrária, redução da jornada de trabalho, limitação das horas extras e valorização da educação pública, com adoção de piso salarial nacional.


Audiências oficiais
Também para pressionar o governo federal a atentar à pauta dos trabalhadores, lideranças cutistas participaram de diversas audiências com ministros. Na última terça-feira (14), os sindicalistas estiveram reunidos com os ministros Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência), José Gomes Temporão (Saúde) e Fernando Haddad (Educação). Na  quarta (15), participaram de audiências com o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) e com o presidente da Câmara Arlindo Chináglia.


‘A hora é de ampliar a pressão para fazer valer a pauta da classe trabalhadora, sintetizada na nossa palavra de ordem: garantir direitos, ampliar conquistas’, ressaltou Artur Henrique, presidente Nacional da CUT e dirigente do Sinergia CUT. Artur continua:  ‘Mais do que um dia de mobilização, o que temos é uma jornada de lutas, que potencializa as várias iniciativas de distintas categorias por melhorias nas condições de vida e trabalho, seja pela redução da jornada, pelo combate à informalidade ou contra a limitação do direito de greve’.

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