Trabalhadores da CESP entram em greve a partir de segunda-feira (20)

17 agosto 17:03 2007

Com quase três meses de atraso, Acordo Coletivo ainda é uma incógnita. Paralisação é por tempo indeterminado


Trabalhadores da CESP entram em greve a partir da manhã da próxima segunda-feira (20) para pressionar a direção da estatal e o governo Serra a reabrir a negociação da Campanha Salarial. A paralisação por tempo indeterminado foi aprovada por ampla maioria dos trabalhadores do interior de São Paulo em assembléias realizadas pelo Sinergia CUT no último dia 13. Participaram das assembléias trabalhadores da geradora em Porto Primavera, Ilha Solteria, Jupiá, Bauru, Bariri e Buritama.
 
Diante da intransigência do governo Serra e da direção da CESP, não restou outra saída aos trabalhadores para pressionar a reabertura da negociação interrompida unilateralmente há quase um mês. Com data base em 1° de junho, a categoria não tem até agora uma proposta negociada que atenda às reivindicações da pauta dos trabalhadores para garantir empregos e salários, PRR justa e Acordo Coletivo por três anos.


Vale lembrar que, na última rodada ocorrida no dia 17 de julho, a proposta encaminhada pela direção da geradora foi de 4,67% de reajuste nos salários e benefícios, 2% da folha para o Planejamento de Pessoal, 40% a menos na PRR 2008 (uma folha nominal) e ACT com vigência de um ano. Para a direção do Sinergia CUT, ‘a proposta é só prejuízo para os trabalhadores’.


Tudo está em jogo
Os trabalhadores entenderam que, diferentemente dos metroviários – que também foram à greve e continuam na luta por uma PR justa – todo o ACT da CESP está em jogo. Mas a disposição de luta  é a mesma.


A decisão das assembléias reforça que só a greve vai vencer a intransigência da CESP e do governo Serra para garantir aos trabalhadores a manutenção de conquistas históricas e a tranqüilidade necessária diante da ameaça de retomada da privatização. ‘Vamos à greve para reivindicar aumento real de salários, a manutenção do montante de uma folha cheia para a PRR e três anos de Acordo Coletivo para garantir o emprego dos trabalhadores diante da ameaça de retomada da privataria tucana’, afirmam os dirigentes do Sindicato.


Os serviços essenciais serão mantidos e as eventuais emergências serão avaliadas pelo Comando de Greve.

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