NA CESP, PAROU GERAL!

20 agosto 11:37 2007

Trabalhadores da CESP entraram em greve na manhã desta segunda-feira (20) para pressionar a direção da estatal e o governo Serra a reabrir a negociação da Campanha Salarial. A paralisação por tempo indeterminado foi aprovada por ampla maioria dos trabalhadores do interior de São Paulo em assembléias realizadas pelo Sinergia CUT no último dia 13. Estão mobilizados e paralisados os trabalhadores da geradora em Porto Primavera, Ilha Solteria, Jupiá, Bauru e Bariri.
 
Diante da intransigência do governo Serra e da direção da CESP, não restou outra saída aos trabalhadores para pressionar a reabertura da negociação interrompida unilateralmente há quase um mês. Com data base em 1° de junho, a categoria não tem até agora uma proposta negociada que atenda às reivindicações da pauta dos trabalhadores para garantir empregos e salários, PRR justa e Acordo Coletivo por três anos.


Vale lembrar que, na última rodada ocorrida no dia 17 de julho, a proposta encaminhada pela direção da geradora foi de 4,67% de reajuste nos salários e benefícios, 2% da folha para o Planejamento de Pessoal, 40% a menos na PRR 2008 (uma folha nominal) e ACT com vigência de um ano. Para a direção do Sinergia CUT, ‘a proposta é só prejuízo para os trabalhadores’.


Tudo está em jogo
Os trabalhadores entenderam que, diferentemente dos metroviários – que também foram à greve e continuam na luta por uma PR justa – todo o ACT da CESP está em jogo. Mas a disposição de luta  é a mesma.


A decisão das assembléias reforça que só a greve vai vencer a intransigência da CESP e do governo Serra para garantir aos trabalhadores a manutenção de conquistas históricas e a tranqüilidade necessária diante da ameaça de retomada da privatização. ‘Vamos à greve para reivindicar aumento real de salários, a manutenção do montante de uma folha cheia para a PRR e três anos de Acordo Coletivo para garantir o emprego dos trabalhadores diante da ameaça de retomada da privataria tucana’, afirmam os dirigentes do Sindicato.


Os serviços essenciais estão sendo mantidos e as eventuais emergências serão avaliadas pelo Comando de Greve.

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