Trabalhadores decidem se suspendem greve para negociar

20 agosto 19:35 2007

O Sinergia CUT compareceu à audiência convocada pela Justiça do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo, e realizada na tarde desta segunda-feira (20) na tentativa de mediar negociação entre os sindicatos e a direção da CESP e da EMAE para dar fim às greves por tempo indeterminado deflagrada pelos trabalhadores do interior de SP e de 24 horas aprovada pela categoria na capital e litoral. A audiência de conciliação e instrução foi presidida pela juíza Wilma Nogueira de Araújo Vaz da Silva.


Os trabalhadores da CESP estão em greve desde a manhã desta segunda-feira (20) para pressionar a direção da estatal e o governo Serra a reabrir a negociação da Campanha Salarial. A paralisação por tempo indeterminado foi aprovada por ampla maioria dos trabalhadores do interior de São Paulo em assembléias realizadas pelo Sinergia CUT no último dia 13. Participaram das assembléias trabalhadores da geradora em Porto Primavera, Ilha Solteria, Jupiá, Bauru, Bariri e Buritama.


Liminar
Durante a audiência, o Sindicato tomou conhecimento de liminar que obriga a manutenção do ‘contingente mínimo (de trabalhadores) necessário à  prestação ininterrupta dos serviços prestados à população, que não poderá ser inferior a 100% durante o período noturno e nos serviços de distribuição de energia para hospitais, escolas transportes e demais setores essenciais’. A liminar foi concedida ao sindicato de São Paulo na última sexta-feira (17) e estendida ao Sinergia CUT durante a audiência.


O Sindicato esclareceu que a paralisação dos trabalhadores da CESP no interior é por tempo indeterminado, mas que a greve ‘transcorre em clima de serenidade com todos os serviços essenciais sendo atendidos’.


Em seguida, a juíza propôs a suspensão da greve no interior para negociação entre as partes e foi informada que sugestão deverá ser apreciada em assembléias e que a decisão será dos trabalhadores.


Proposta e contraproposta
Depois de várias argumentações dos representantes das empresas e dos sindicatos, a juíza propôs então o pagamento da PRR com acréscimo de 20% em cima da folha de salário nominal.


O Sinergia CUT argumentou que o que está em jogo é mais do que a PRR: ‘Além do pagamento da PRR com base em todos os componentes de natureza salarial, os trabalhadores reivindicam reajuste salarial com aumento real e a vigência do Acordo Coletivo por dois anos, como é usual nos acordos anteriores’.


Sem autonomia para decidir, a CESP tem um prazo de 48 horas para reavaliar a proposta apresentada como final e rejeitada pelos trabalhadores. Assim, a audiência tem continuidade na próxima quarta-feira (22), às 14h15.


Assembléias decisivas
Para a direção do Sinergia CUT é importante que os trabalhadores dêem uma demonstração de disposição para negociar, suspendendo a greve e mantendo o estado de greve até a próxima quarta. É essa proposta que o Sindicato vai encaminhar para avaliação da categoria nas assembléias desta terça-feira (21) em todas as localidades da CESP. A decisão é dos trabalhadores.   

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