CPFL: Acordo assinado

21 agosto 14:01 2007

‘Quero assumir o compromisso com vocês de não alterar em nada a PLR por conta da Revisão Tarifária que vem aí. Também, a partir de setembro, muitos terceiros serão enquadrados no quadro próprio da empresa. Porque, se tem uma empresa que preza pela primarização é a CPFL. A gente não precisa de lei para fazer isso’, declarou o presidente do Grupo CPFL, Wilson Ferreira Júnior, durante a cerimônia de assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho 2007/2009, na manhã desta terça (21).


Diante de dirigentes do Sinergia CUT e de outras entidades sindicais, ele também afirmou que vai procurar investir mais na qualificação e no plano de carreira dos profissionais da empresa e dar uma solução para o reembolso dos medicamentos.


O Sinergia CUT reafirmou o desejo e a preocupação dos trabalhadores em, finalizada a Campanha Salarial, dar continuidade ainda neste ano às negociações entre empresa e Sindicato com relação às pendências.


O novo Acordo já está valendo!
Aprovada pela maioria dos trabalhadores da CPFL e negociada exaustivamente, a proposta final saiu graças a capacidade de negociação do Sinergia CUT na mesa e da mobilização dos trabalhadores, já que algumas entidades sindicais desejavam optar por caminhos que poderiam culminar em prejuízo para a categoria. A empresa, por sua vez, parecia querer caminhar para o desfecho do ano passado, quando o processo foi para dissídio.


Avanço no econômico
No econômico, o novo Acordo garante os 5% de reajuste nos salários e benefícios, exceto no VA, que terá  20% de reajuste, passando dos atuais R$ 84,93 para R$101,92. Foi mantida a redução da participação dos trababalhadores na 1ª faixa, de 20% para 10% que contempla 56% do quadro detrabalhadores.


Além disso, houve a redução da participação das demais faixas passando para 30% e 50% respectivamente, do benefício.  Na PLR 2007, a empresa propôs alterar o valor médio de referência para  R$ 3.800.


Emprego
A negociação também garantiu a validade do novo Acordo Coletivo até 2009. A Cláusula de Política de Emprego também tem vigência por dois anos  e com rotatividade de 2,5% por ano. Para os aposentados haverá o Programa Especial de Aposentadoria (PEA), em que estes companheiros terão direito a ganhos de até seis salários. Em programas de reestruturação, o Sindicato fará o acompanhamento. As demais cláusulas do Acordo Coletivo 2005/2007 estão mantidas. Valeu a luta!


Cartas de oposição – a partir desta  terça (21) começa a contar o prazo de dez dias para a entrega da carta de oposição ao desconto da taxa negocial aprovada em assembléias. Assim, o prazo para protocolar a carta vai até o próximo dia 31 de agosto.

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