Decisão tomada: estado de greve até quarta (22)

21 agosto 13:38 2007

Por 83% dos votos, os trabalhadores da CESP decidiram suspeder a greve e manter o estado de greve até a próxima quarta-feira (22), quando será dada a continuidade da audiência convocada pela Justiça do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo e que foi iniciada na última segunda (20). As assembléias ocorreram durante a manhã desta terça (21) em todos os  locais de trabalho.


Vale lembrar que a greve foi iniciada na manhã de segunda-feira (20) para pressionar a direção da estatal e o governo Serra a reabrir a negociação da Campanha Salarial. A paralisação foi aprovada por ampla maioria dos trabalhadores do interior de São Paulo em assembléias realizadas pelo Sinergia CUT no último dia 13.


Na tentativa de mediar negociação entre os sindicatos e a direção da CESP e da EMAE para dar fim às greves por tempo indeterminado deflagrada pelos trabalhadores do interior de SP e de 24 horas aprovada pela categoria na capital e litoral, a Justiça do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo, convocou audiência de conciliação e instrução, que foi presidida pela juíza Wilma Nogueira de Araújo Vaz da Silva na tarde de segunda (20). O Sinergia CUT compareceu.


Liminar
Durante a audiência, o Sindicato tomou conhecimento de liminar que obriga a manutenção do ‘contingente mínimo (de trabalhadores) necessário à prestação ininterrupta dos serviços prestados à população, que não poderá ser inferior a 100% durante o período noturno e nos serviços de distribuição de energia para hospitais, escolas transportes e demais setores essenciais’. A liminar foi concedida ao sindicato de São Paulo na última sexta-feira (17) e estendida ao Sinergia CUT durante a audiência.


O Sindicato esclareceu que a paralisação dos trabalhadores da CESP no interior é por tempo indeterminado, mas que a greve ‘transcorre em clima de serenidade com todos os serviços essenciais sendo atendidos’.


Em seguida, a juíza propôs a suspensão da greve no interior para negociação entre as partes e foi informada que sugestão deverá ser apreciada em assembléias e que a decisão será dos trabalhadores.


Proposta e contraproposta
Depois de várias argumentações dos representantes das empresas e dos sindicatos, a juíza propôs então o pagamento da PRR com acréscimo de 20% em cima da folha de salário nominal.


O Sinergia CUT argumentou que o que está em jogo é mais do que a PRR: ‘Além do pagamento da PRR com base em todos os componentes de natureza salarial, os trabalhadores reivindicam reajuste salarial com aumento real e a vigência do Acordo Coletivo por dois anos, como é usual nos acordos anteriores’.


Sem autonomia para decidir, a CESP tem até amanhã (22) para reavaliar a proposta apresentada como final e rejeitada pelos trabalhadores. Assim, a audiência tem continuidade na próxima quarta-feira (22), às 14h15.

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