Duke Energy e Cemig fazem estudo de viabilidade do Rio Doce

04 setembro 10:02 2007

Parceria vai se estender a leilão de aproveitamentos que se mostrarem viáveis economicante. Estudos são estratégia da empresa para expandir parque gerador


A Duke Energy e a Cemig GT iniciaram o trabalho de levantamento da viabilidade de quatro aproveitamentos hidrelétricos, com potência estimada em 520 MW, no rio Doce, em Minas Gerais. Segundo Mário Silva, diretor de Planejamento Estratégico da empresa, a previsão é que os estudos durem um ano e meio. O acordo entre as duas empresas tem validade até 31 de dezembro do ano que vem, mas pode ser prorrogado, disse o executivo.


Os estudos técnico-econômicos são desenvolvidos em duas fases: a pré-viabilidade prevê o diagnóstico da potencialidade de cada um dos aproveitamentos e inclui avaliação ambiental inicial. A segunda fase é de estudos de viabilidade econômico-financeira e avaliação ambiental final. As usinas em estudos são a de Galiléia (234 MW), Resplendor (144 MW), Crenaque (81 MW) e Biboca (57 MW).


Pelo porte dos empreendimentos, todos terão que passar por leilão de energia nova para serem ofertados ao mercado. Silva disse que a parceria entre a Duke e a Cemig se estenderá ao certame, se os projetos chegarem a esta etapa. A multinacional terá 51% do consórcio e a Cemig, 49%. ‘Será preciso a constituição de uma SPE (Sociedade de Propósito Específico) que seguirá essa proporção’, explicou o executivo.


As empresas também serão responsáveis pelo licenciamento prévio, pré-requisito para participação do empreendimento no leilão. A expectativa da Duke é participar dos leilões previstos para o ano de 2009. ‘Os estudos de viabilidade são uma estratégia para o crescimento da companhia no mercado de geração’, explicou Silva, acrescentando que a Duke está em conversações para a realização de estudos em outros rios do país.


‘Na região Sudeste, que tem poucos rios ainda não inventariados, vamos fazer parcerias. Já nas regiões Norte e Centro-Oeste, com muitos rios sem inventários, poderemos realizá-los sozinho’, detalhou. A Duke também está explorando a possibilidade de entrar no mercado de pequenas centrais hidrelétricas. ‘Seria mais um nicho de mercado que estamos estudando para participar’, completou.


A Duke quer voltar a investir em geração no país através de pequenas e médias usinas e, por isso, está fazendo os estudos de viabilidade. ‘A princípio, a responsabilidade seria da Empresa de Pesquisa Energética de fazer os estudos, mas como a estrutura é nova e ainda pequena, decidimos contribuir dessa forma’, contou Silva. A empresa conta com um parque de 2.237 MW composto de oito usinas hidrelétricas situadas ao longo do rio Paranapanema, na divisa entre os estados de São Paulo e Paraná. (Alexandre Canazio)


 

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