Chinaglia: CPI da venda da TVA, do Grupo Abril, para a Telefônica tem fato determinado

18 setembro 15:48 2007

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT/SP), informou aos líderes partidários que a Consultoria Jurídica da Casa avaliou que há fato determinado para a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a operação de transferência de controle da TVA, operadora de TV a cabo do grupo Abril, para a Telefônica, uma empresa estrangeira, o que é ilegal. Na reunião de líderes, realizada terça-feira passada, Chinaglia disse que a CPI deve ser instalada à luz da legislação vigente: ‘Não tenho alternativa. Tenho que cumprir o regimento e a Constituição. Me parece que há fato determinado e que as assinaturas conferem’.


O grupo Abril, responsável pela publicação de Veja, que já contava embolsar quase R$ 1 bilhão para se tornar laranja da Telefônica, entrou em parafuso com a perspectiva de uma CPI para investigar a transação. Na edição (só para assinantes) de Veja da semana passada, a revista do Bob Civita vem com a matéria ‘O ataque da corrupção’ em que acusou a criação da CPI de ser uma vendeta, com a clara intenção de intimidar não apenas a Abril mas toda a imprensa independente do país. Além de atacar os deputados que assinaram o pedido de investigação, entre outras lideranças políticas, a matéria de Veja busca intimidar a Câmara na tentativa de impedir que os termos da operação engendrada com a empresa estrangeira sejam esclarecidos.


Para isso, apelou para sua bancada tucano-pefelista e similares na Câmara para tentar abafar a CPI. Os líderes do DEM/PFL na Câmara, Onyx Lorenzoni (RS), e do PSDB, Antonio Carlos Pannunzio (SP), alternaram-se para atacar a criação da CPI alegando ser uma iniciativa a favor do presidente do Senado, Renan Calheiros. Também Walter Pinheiro (PT-BA), Miro Teixeira (PDT-RJ) e Chico Alencar (Psol-RJ) tentaram botar panos quentes para evitar a criação da comissão.

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