Serra: o novo exterminador do patrimônio do povo paulista

05 outubro 18:30 2007

Tucano planeja uma megaprivatização. Na mira, 18 estatais paulistas. Ato contra a privataria acontece nesta segunda (08), em São Paulo


Dirigentes de vários sindicatos e trabalhadores de diversas categorias, participam nesta segunda-feira (08) de um  Ato Contra as Privatizações do Governo Serra.


Convocado pela CUT, o protesto acontece às 10h, em frente à Secretaria Estadual da Fazenda,  onde serão abertos os envelopes da licitação para definir a consultoria que vai avaliar os ativos das empresas estaduais, dando o primeiro passo para a retomada da privataria tucana.


O ato será a primeira reação dos trabalhadores e da população contra a intenção do governador tucano de promover uma megaprivatização em SP, entregando para a iniciativa privada o que restou do patrimônio público dos paulistas.


Empresas estratégicas
Na mira tucana estão 18 empresas que prestam serviços públicos de energia, água, saneamento, transporte, pesquisa e tecnologia, entre outros. As empresas foram reunidas em três grupos, de acordo com o potencial de venda e valor de mercado.
No primeiro grupo estão a CESP, a Sabesp e a Nossa Caixa. A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que negocia ações dessas empresas, estima um patrimônio somado de R$ 25 bilhões só nesse grupo.


No segundo grupo estão EMAE, Metrô, CDHU (Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado de SP), CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) e Cosesp (Companhia de Seguros do Estado de SP. 


Nove empresas formam o terceiro grupo: CPP (Companhia Paulista de Parcerias), Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de SP), Imesp (Imprensa Oficial do Estado), EMTU/SP (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), CPOS (Companhia Paulista de Obras e Serviços), IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológica do Estado de SP), Codasp (Companhia de Desenvolvimento Agrícola de SP) e Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano). Segundo cálculos de especialistas em mercado, a expectativa inicial do governo é alcançar cerca de R$ 30 bilhões.


Transferência de responsabilidade
Para Gentil Teixeira de Freitas, secretário geral do Sinergia CUT e trabalhador da CESP, ‘a  decisão de Serra de retomar a venda de empresas responsáveis pelo atendimento a demandas sociais é lamentável. Mas é só a continuação do jeito tucano de governar, rifando o patrimônio público estratégico para o desenvolvimento do estado e  transferindo para a iniciativa privada a responsabilidade de serviços públicos essenciais à população’.


É exatamente o que vem acontecendo em SP há mais de doze anos, sob o comando de Covas e Alckmin, e o que aconteceu no Brasil da era FHC.


Privatista enrustido
Mas, ao retomar a privataria, Serra contraria o discurso que usou na última campanha eleitoral, quando se dizia ‘um desenvolvimentista’ e reconhecia a importância das empresas públicas para o desenvolvimento econômico e social de SP.
 
O então candidato chegou até a propor a criação de uma agência de fomento paulista ‘para retomar o desenvolvimento em bases sólidas com o apoio do estado’. Só discurso. Eleito, Serra deixa cair a máscara e mostra a cara de privatista. Vai ter que encarar a resistência dos trabalhadores e do povo de  SP.

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