Dieese: Diminui o ritmo de alta dos alimentos

10 outubro 18:48 2007

Em setembro, o custo de vida no município de São Paulo apresentou taxa de 0,30%, 0,10 ponto percentual inferior à de agosto (0,40%). O cálculo é do Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, que atribui às despesas com Alimentação (alta de 0,71%), a maior contribuição para a taxa do ICV do mês. No entanto, o ritmo de aumento dos alimentos diminuiu, após um período de comportamento ascendente iniciado em junho, quando a taxa foi de 0,99%; em julho subiu para 1,04%; e em agosto chegou a 1,22%.


Também tiveram impacto positivo no ICV-Dieese as despesas com Habitação (aumento de 0,49%) e Saúde (alta de 0,51%). Já Transporte (-0,17%), Despesas Pessoais (-0,57%) e Vestuário (-0,34%) foram os grupos com variação negativa.


Na Alimentação, o subgrupo com maior aumento foi o que reúne produtos in natura e semielaborados (1,23%). A indústria alimentícia (0,34%) e a alimentação fora do domicílio (0,35%) apresentaram taxas menores e semelhantes.


As maiores variações, entre os incluídos nos produtos in natura e semi-elaborados foram:
– Grãos (5,80%) – com alta em ambos os produtos, feijão (6,16%) e arroz (5,90%),
– Frutas (5,01%) – com taxas elevadas no maracujá (21,76%), mamão (14,62%) e melancia (10,11%) e quedas acentuadas no morango (-13,52%) e manga (-12,83%), – Aves e Ovos (2,04%) – com inflação nas aves (3,28%) e deflação nos ovos (-2,75%).


As menores taxas foram verificadas para:
– Legumes (-5,00%) – que registrou queda em todos os seus produtos, sendo maiores para abobrinha (-11,72%), quiabo (-10,56%), chuchu (-7,40%) e tomate (- 3,45%),
– Raízes e tubérculos (-3,42%) – com recuo acentuado na batata (-7,42%) e aumento na cenoura (4,91%), e
– Hortaliças (-3,28%) – com queda generalizada em todos os seus produtos.


Entre os itens e produtos do subgrupo indústria alimentícia, destacou-se a queda no preço do açúcar (-4,40%) e a manutenção – ainda que em menor intensidade, já que nos últimos três meses a taxa média mensal chegou a 6,19% – do aumento nos preços do leite e seus derivados (0,83%). Quanto à alimentação fora do domicílio (0,35%), o principal fator de pressão foi verificado entre os lanches (0,60%), com aumento maior que a refeição principal (0,16%).


A retração observada nos gastos com Transporte (-0,17%) derivou de queda de 0,24% no segmento do transporte individual, conseqüência da baixa nos preços dos combustíveis (-,35%), notadamente o álcool (-1,35%). O recuo de 0,57% nas Despesas Pessoais foi determinado pela diminuição nos bens e serviços de higiene e beleza (-0,96%). No caso do Vestuário (-0,34%), houve queda geral, porém mais acentuada nas roupas (-0,49%) e variação mais contida nos calçados (-0,15%).


A preocupação com uma inflação crescente se reduz quando se observa que, dentre os 10 grupos que compõem o ICV-DIEESE, apenas quatro registraram taxas positivas de inflação, e os demais apontaram deflação.
 
A íntegra da análise do DIEESE pode ser lida em
http://www.dieese.org.br/rel/icv/icvout07.pdf

  Categorias: