Uni América decide montar estratégia conjunta para negociar com Grupo AES

10 outubro 15:12 2007

Unir forças para melhorar as condições dos Acordos Coletivos assinados pelos sindicatos e as unidades da AES Tietê espalhadas pelo continente sul-americano. Essa foi uma das resolução retiradas do Grupo de Trabalho e que foram estabelecidas no segundo dia da Uni América, encerrado na terça de manhã no Hotel Nacional Inn, em Campinas.


Após muito debate entre os participantes, ficou definido que os sindicatos que representam os trabalhadores da AES na Argentina, Brasil, Colômbia e Panamá tentarão viabilizar um ACT com cláusulas globais, principalmente para atacar problemas existentes em todas as unidades. A idéia seria a de reunir um dirigente sindical de cada país para estabelecer uma proposta conjunta. A proposta seria articulada por representantes da Federação Nacional dos Urbanitários  e pela CUT Nacional.


Para justificar a necessidade dessa medida, o vice-presidente do Sinergia CUT, Wilson Marques de Almeida, recordou sobre o processo de privatização do setor elétrico paulista. E ao explicar sobre a cisão da CESP e da Eletropaulo, ele enfatizou que a luta dos trabalhadores dessas empresas ficou sensivelmente prejudicada pela modo de atuação do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, que fechava acordos que eram porta de entrada para processos de demissões em massa.


Aliás, Wilson Marques alertou que a direção da AES Eletropaulo, pensa em patrocinar nova leva de demissão com o aval do sindicato filiado à CGT. ‘Por isso, que sempre dizemos que patrão é patrão em qualquer lugar; sindicatos é que são diferentes’.


Já na questão do Grupo Iberdrola, os partiicipantes decidiram realizar intervenções junto à Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil e que é um dos acionistas da empresa) para abrir negociação com a direção da empresa, que se nega a receber as entidades sindicais.


Uma história de luta
Não custa lembrar que em julho passado, ocorreu o seminário sub-regional do Uni América no Chile, com o tema ‘Desenvolver a capacidade de responder às transformações e as políticas das multinacionais do setor elétrico da América Latina’.


Nos últimos dois dias, o Sinergia CUT esteve a frente da atividade da Uniamérica,l cujas decisões e resoluções serão publicadas em detalhes neste portal. Fique ligado!



 

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