Duke Energy volta a mirar investimentos de geração no Brasil

23 outubro 09:24 2007

Retomada dos negócios nesta área veio por meio da aquisição dos estudos de viabilidade das PCHs Palmeiras e Retiro


O setor de geração voltou a ficar na mira dos investimentos da Duke Energy. A retomada dos negócios nesta área veio por meio da aquisição dos estudos de viabilidade das PCHs Palmeiras e Retiro, que juntas, têm capacidade instalada de 32 MW e estão localizadas entre os municípios de Guará e São Joaquim da Barra, em São Paulo. Os pedidos de licença de instalação, segundo o diretor de planejamento estratégico da empresa, Mário Silva, estão atualmente sob análise da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. A previsão é que as usinas entrem em operação no final de 2009.


O executivo contou ainda que a Duke Energy tem um plano de investimento em energia alternativa, que inclui PCHs, usinas eólicas e usinas de cogeração a bagaço de cana. No entanto, o executivo não soube informar quanto será investido no plano. ‘O que posso dizer é que a Duke Energy (a matriz) tem US$ 1 bilhão de dólares para investir na área internacional, que inclui o Brasil. Mas o volume de investimentos que será destinado ao país, vai depender das oportunidades que serão apresentadas aos acionistas’, explicou.


Mercado livre – Após a realização do leilão A-5, que aconteceu na última terça-feira, dia 16 de outubro, a Duke Energy afirmou que está estudando a possibilidade de participar das próximas licitações, já que em 2011 o índice de descontratação da companhia vai chegar a 35%.


‘O percentual de descontratação da companhia, hoje é de 5%, mas em 2010 esse índice sobe para 20% e em 2011, chega a 35%’, contou o executivo. Em princípio, de acordo com Silva, essa energia será comercializada no o mercado livre, mas, em virtude dos preços praticados no leilão, não está descartada a possibilidade de vendê-la para o mercado cativo.


O executivo destaca a atuação da empresa no mercado livre. ‘Temos contratado bem no mercado livre. Mas não estamos descartando entrar nos próximos leilões, já que o preço praticado no A-5, de R$ 129,14 MWh, ficou muito próximo dos negociados no ambiente livre’, comentou. Entretanto, Silva frisou que algumas condicionantes do leilão podem não ser muito interessantes para a empresa.


A primeira, segundo o executivo, é o prazo de contratação de 30 anos, considerado por ele muito longo. O outro é que a energia velha – maioria dentro do portfólio da empresa – é vendida nos leilões a preços mais baixos do que os da energia nova, o que, de acordo com ele, não acontece no mercado livre.


‘Já temos vários consumidores livres interessados em contratar nossa energia que ficará disponível a partir de 2011. Mas estamos dando preferência para aqueles consumidores que querem fazer contratos para os próximos cinco anos. Para além desses cinco anos, a empresa ainda não tem uma estratégia definida’, explicou. (Carolina Medeiros)


 

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