Lula vai à Bolívia para garantir gás

06 novembro 09:20 2007

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai à Bolívia no dia 12 de dezembro com o propósito de garantir o abastecimento de gás ao Brasil e dar prosseguimento às negociações para a retomada dos investimentos da Petrobrás no país, suspensos desde que duas refinarias da estatal foram encampadas pelo governo boliviano, em maio de 2006. Lula deve se encontrar com o presidente boliviano, Evo Morales, em La Paz.


O encontro foi acertado ontem, em conversa telefônica com Evo, por iniciativa de Lula. Nesta semana, os dois deverão conversar, em Santiago, durante a Cúpula Ibero-americana. Ainda hoje, o presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, estará na Bolívia para iniciar as negociações.


Numa demonstração da preocupação com o tema, o presidente Lula convocou duas reuniões ontem – uma pela manhã e outra à noite – com os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff e das Minas e Energia, Nelson Hubner, além de toda a cúpula da área de energia do governo.


Ontem, Lula assegurou que não haverá apagão energético e afirmou que está fazendo ‘o que precisa ser feito para garantir que o Brasil tenha tranqüilidade energética num futuro bastante longo’. Disse ainda que será necessário garantir gás para as termoelétricas, além de assegurar o fornecimento para as pessoas que têm carro movido com esse combustível. ‘Quem tem carro a gás não corre risco’, assegurou.


Lula indicou, porém, que o gás irá, prioritariamente, para as termoelétricas. ‘Temos de dar prioridade para alguma coisa. Na medida em que o Brasil não tem no seu território o gás que necessita, e nós temos de importar, nós vamos ter de priorizar’, disse. ‘Primeiro vamos ter de garantir o funcionamento das termoelétricas, para produzir energia para a sociedade, depois a indústria e depois você tem os carros.’


O presidente reconheceu que ‘ninguém colocou tambor de gás (nos carros) porque quis, mas porque teve incentivo do governo’. ‘Portanto, as pessoas que têm esse carro, vamos ter de fornecer e garantir a tranqüilidade delas.’ Lula disse que o governo ‘vai ter de trabalhar para importar mais gás’ e a Petrobrás ‘terá de continuar investindo muito para termos auto-suficiência em gás’.


O porta-voz do Planalto, Marcelo Baumbach, disse que, na conversa com Evo, Lula ‘mencionou o interesse na retomada de projetos de industrialização do gás boliviano

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