Desemprego bate recorde de baixa no ano

22 novembro 10:25 2007

Índice de 8,7% é o menor para meses de outubro desde 2002


O desemprego nas regiões metropolitanas brasileiras voltou a cair em outubro, registrando recorde de baixa no ano. Segundo a pesquisa mensal de emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego caiu de 9,0% em setembro para 8,7% em outubro. A última alta na taxa foi registrada em março, quando chegou a 10,1% da população economicamente ativa.


O índice do mês passado, que representa um contingente de 2 milhões de desocupados, é o menor para meses de outubro e o segundo menor da série histórica do IBGE, que teve início em 2002.


Apesar da queda do desemprego, a população ocupada não variou em relação ao mês anterior, mantendo-se em 21,3 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas pesquisadas (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife). Em relação a outubro de 2006, a ocupação cresceu 3,1%, ou cerca de 639 mil postos de trabalho.


Em relação a setembro de 2007, nenhuma região metropolitana assinalou movimentação significativa da população ocupada. Na comparação anual, Salvador (4,7%), Belo Horizonte (3,5%), Rio de Janeiro (2,2%), São Paulo (3,8%) e Porto Alegre (4,2%), registraram altas.


Invertendo a tendência do mês anterior, quando teve alta de 5,4%, o setor de construção civil registrou queda no emprego, de 4,2%. Nos demais setores, o indicador permaneceu estável.
 
Rendimento
O IBGE também divulgou que o rendimento médio habitualmente recebido pelos trabalhadores, no conjunto das regiões pesquisadas, subiu 0,5% em outubro em relação a setembro, chegando a R$ 1.123,60.


Ainda na comparação com o mês anterior, o rendimento dos trabalhadores teve alta nas regiões metropolitanas de Recife (3,2%), Belo Horizonte (2,4%) e São Paulo (1,4%). Já Rio de Janeiro e Porto Alegre tiveram queda, de 1,9% e 0,6%, respectivamente.


Na comparação anual, apenas Salvador registrou queda, de 5,0%. Houve alta em Recife (1,4%), Belo Horizonte (3,8%), Rio de Janeiro (0,6%), São Paulo (1,3%) e Porto Alegre (3,0%).

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