Privatização: CSN é investigada por morte de metalúrgico terceirizado no RJ

19 dezembro 17:21 2007

O procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) Marco Antônio Sevidanes da Matta disse que o órgão vai chamar a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para esclarecer os procedimentos de segurança utilizados no dia em que um empregado terceirizado da empresa morreu eletrocutado.


A morte do metalúrgico Alexandre Ferreira, de 29 anos, ocorreu na cidade de Volta Redonda, no interior fluminense, na quarta-feira da semana passada, dia 12. Ele foi eletrocutado quando fazia a manutenção de um forno da CSN. O rapaz trabalhava para a empresa prestadora de serviços Sankyu.


No dia seguinte à morte, procuradores e auditores fiscais do MPTestiveram no local para apurar a denúncia de funcionários, segundo a qual, o metalúrgico estaria molhado ao entrar em contato com uma luminária. Segundo o procurador, a CSN não poderia permitir que ele trabalhasse nessas condições. Sevidanes da Matta disse que o metalúrgico usava todo o equipamento de segurança da CSN.


A descarga elétrica que matou o rapaz foi de 110 volts. A CSN será chamada pelo Ministério Público do Trabalho para informar sobre os procedimentos de segurança utilizados na ocasião. Caso constatada a responsabilidade da empresa, ela pode sofrer auto de infração por parte dos auditores fiscais, disse o procurador.


Se for provado que a CSN não tomou as providências necessárias, inclusive para prevenir incidentes semelhantes no futuro, será ajuizada uma ação civil pública contra a empresa.


A CSN informou que está apurando o caso na Sankyu e no MPT. Segundo o procurador, após os laudos da Polícia Civil e do Instituto Médico Legal de Volta Redonda, os auditores fiscais poderão saber se a CSN ou a Sankyu devem ser responsabilizadas.

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