Trabalhadores protestam contra privatização da Cesp

17 janeiro 13:26 2008

Trabalhadores do setor elétrico, sindicalistas, parlamentares e a sociedade civil organizada realizaram na terça-feira (15/1) um ato contra a privatização da Cesp (Companhia de Energia de São Paulo). O ato foi realizado em frente à Bolsa de Valores de São Paulo, por ocasião da Audiência Pública com o objetivo de apresentar as condições da concorrência e privatização ao mercado.


O deputado e Líder do PT na Assembléia, Simão Pedro, presente ao ato manifestou a solidariedade da sua Bancada aos trabalhadores. Criticou o que chama de ‘sanha privatista do governo tucano’, disse não ver sentido na venda desta importante empresa do povo paulista, segundo o deputado trata-se de ‘cumprir os objetivos de Serra de fazer caixa e usar o dinheiro para empregar em obras eleitoreiras.


‘Serra demonstra com isso (a intenção de privatizar) não ter compromisso com o desenvolvimento do Estado, com o seu futuro, com a qualidade de vida do povo, pois abrir mão de um setor estratégico que é a geração de energia elétrica é uma irresponsabilidade’, declarou o deputado.


A Bancada do PT e os sindicatos dos trabalhadores ingressaram no Judiciário com ações para impedir a ‘onda de privatizações’ tucana no Estado de São Paulo. Simão Pedro pede atenção dos paulistas para a dilapidação do patrimônio público, segundo o deputado ‘já estão na mira de Serra são a Nossa Caixa, o Metrô e a Sabesp’.


Segundo o deputado petista há um desperdício já no processo de avaliação das empresas públicas a fim de preparar os editais. O governo do Estado contratou recentemente o Citibank para realizar uma avaliação do preço das estatais.


Sebastião Arcanjo, ex-deputado petista com base parlamentar na categoria dos eletricitários, destacou o trabalho da Bancada de seu partido que a partir da interação com especialistas da área de energia ofereceram ao governo de São Paulo subsídios para recuperar a Cesp. No entanto, prevalece à opção de venda da estatal entre os técnicos do governo.


Na audiência pública, a maior preocupação demonstrada pelos interessados no negócio é com o fim o término do contrato de concessão para a Cesp, que é de 30 anos e expira em 2015. Além disso, o governo não assumiu qualquer compromisso de colocar no edital de venda da empresa a garantia de emprego para os trabalhadores. A previsão dos sindicalistas é que o governo lance o edital nos próximos 15 dias e faça a venda em dois meses.


Os sindicalistas informaram que novos atos deverão ser realizados nos próximos dias, além de ações judiciais.

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