Movimento antiglobalização lança boicote à Nokia por fechamento de fábrica

21 janeiro 14:21 2008

O movimento antiglobalização Attac Finlândia pediu hoje que se boicotem os produtos da marca Nokia em resposta à decisão da companhia finlandesa de fechar sua fábrica em Bochum (Alemanha) e transferir a produção para a Romênia.


A Attac Finlândia enviou mais de 2 mil cartas convidando todas as organizações e redes sociais internacionais com as quais colabora a boicotar a Nokia, segundo a agência finlandesa ‘STT’.


Na carta, o organismo antiglobalização sustenta que o fechamento de uma fábrica não deficitária como a de Bochum para ser realocada em países com custos mais baixos é um exemplo do capitalismo mais desumano.


Segundo a Attac, decisões deste tipo são especialmente deploráveis se receberem subsídios públicos, como é o caso da Nokia, companhia que obteve 90 milhões de euros na década de 90 para se estabelecer na Alemanha.


‘Como as ações sindicais de caráter transnacional estão proibidas, parece que a reação dos consumidores é a única forma de combater a injustiça’, afirmou o presidente da Attac Finlândia, Mikko Sauli.


O principal movimento mundial contra a globalização se soma assim ao boicote promovido por vários líderes políticos alemães, entre eles o presidente do Partido Social-Democrata Alemão (SPD), Kurt Beck.


No entanto, a Attac Finlândia não pede aos usuários da Nokia que troquem seus celulares por aparelhos de outra marca, como fizeram os políticos alemães, mas ‘reflitam que marca devem comprar quando decidirem mudar de telefone’.


A Alemanha é o quinto mercado mais importante da Nokia quanto a vendas, depois de China, Estados Unidos, Índia e Reino Unido. Em 2006, a Nokia obteve vendas líquidas na Alemanha de 2,06 bilhões de euros.

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