Responsabilidade social?

22 janeiro 09:25 2008

Empresa promove listão de dispensas, Sinergia CUT tenta reverter o quadro, mas companhia está irredutível; clima ruim após demissões assombra trabalhadores


O Sinergia CUT participou na última quinta-feira (17) de uma reunião com a direção da CPFL na tentativa de suspender as demissões que vem ocorrendo desde o final de 2007 e que estão causando um clima tenso e de intranqüilidade entre os trabalhadores.


Segundo a gerencia da empresa, as demissões são necessárias e fazem parte de um processo de ajustes nas áreas, o que a CPFL afirma ser necessário de longa data, e por isto estas estão ocorrendo agora.


O Sindicato apresentou à empresa a preocupação com a segurança dos trabalhadores pelo clima ruim e a forma com que os gerentes estão conduzindo o processo.


A empresa esclareceu que o RH criou alguns critérios para que não ocorram abusos por parte dos gerentes de cada uma das áreas na escolha dos nomes que seriam demitidos e dentre estes critérios esta a necessidade de consulta ao próprio RH.


Sem acordo


O Sinergia CUT solicitou à empresa a suspensão das demissões, mas a CPFL informou que isto não será possível e só comprometeu-se a verificar as denuncias de abuso feitas pelo Sindicato, além de analisar os casos pontuais.


Desamparo


O que mais incomoda nesta situação é que muitos dos trabalhadores demitidos são aqueles que apresentam capacidade reduzida de trabalho, seja por tempo limitado ou pelo resto de suas vidas, provocadas exatamente pela atividade exercida dentro da própria CPFL.


Onde fica a responsabilidade social tão difundida pela empresa? Será que este discurso só serve para fazer belos comerciais na televisão?


Ao invés de reconhecer que muitos de seus trabalhadores adoeceram no desempenho das atividades – e que, por tanto, deveriam ser devidamente tratados e, se preciso, deslocados para uma outra função – a CPFL coloca estes trabalhadores na rua, sem nenhuma preocupação, mesmo sabendo das dificuldades que estes trabalhadores terão em assumir novos empregos devido a sua capacidade reduzida.


Chega de tanto discurso, está na hora de praticar a ‘responsabilidade social’ de fato e o melhor lugar para começar isto é dentro de casa.

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