IBGE: Qualidade do emprego melhorou entre 2003 e 2007

25 janeiro 14:18 2008

Segundo o estudo divulgado nesta quinta-feira (24) pelo IBGE, um
comparativo sobre o mercado de trabalho entre 2003 e 2007, mostrando ‘melhoria
da qualidade do emprego no País’ no período. Segundo a pesquisa, ‘a desocupação
nunca esteve tão baixa e a formalização, tão alta’.


De acordo com o instituto, enquanto na média de 2007 os ocupados com carteira
assinada representavam 42,4% da população ocupada total, em 2003 esse porcentual
era menor, de 39,7%. Houve queda significativa também na taxa de desemprego, que
chegou a 12,3% em 2003 e recuou para 9,3% na média de 2007, a menor taxa anual
da série histórica do instituto, iniciada em 2002.


Comparado a 2006, em dezembro do ano passado, a taxa de desemprego caiu para
7,4%, também a menor taxa mensal apurada na série da pesquisa. Em novembro, a
taxa havia sido de 8,2% e, em dezembro de 2006, de 8,4%.


O rendimento médio real dos trabalhadores nas seis principais regiões
metropolitanas do País ficou em R$ 1.163,90 em dezembro do ano passado, o que
representa um aumento de 0,9% ante novembro de 2007 e de 2,3% ante dezembro de
2006, informou hoje o IBGE. Na média do ano de 2007, o rendimento aumentou 3,2%
em relação ao ano anterior.


De 2003 a 2007, ainda de acordo com o IBGE, o rendimento médio real dos
trabalhadores teve aumento acumulado de 7,7%, sendo que a maior variação anual
foi apurada em 2007 (aumento de 3,2% ante 2006).


Ainda no período pesquisado, houve um aumento da participação de
trabalhadores com mais de 50 anos de idade no mercado de trabalho, passando de
16,8% do total de ocupados, em 2003, para 19,1% em 2007. No mesmo período, o
porcentual de ocupados na faixa de 18 a 24 anos de idade diminuiu de 16,8% para
15,6%. Além disso, o contingente de trabalhadores que contribuem para a
Previdência, que era de 61,1% dos ocupados em 2003, subiu para 64,1% em 2007.
(Jacqueline Farid)

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