A decisão é dos trabalhadores

14 fevereiro 17:38 2008

Foram três dias de negociação do Sinergia CUT com a direção da CESP e a secretária de Energia de SP para buscar garantias aos trabalhadores diante da ameaça de privatização da geradora e apresentar uma proposta para avaliação da categoria em assembléias que acontecem durante a próxima semana.


Vale lembrar que os trabalhadores suspenderam a greve e aprovaram estado de greve exatamente para que o Sindicato buscasse esgotar a negociação.


A proposta, apresentada pela secretária de Energia Dilma Pena, em nome do governo de SP, envolve três reivindicações da pauta dos trabalhadores – reajuste de salários e benefícios, PRR e garantia de emprego.


Propostas rejeitadas
Para garantir que as reivindicações fossem atendidas, o Sindicato manteve intensa negociação durante três dias, antes e depois do Carnaval. A primeira reunião aconteceu no último dia 31, com uma proposta rejeitada pelo Sinergia CUT depois de cinco horas de negociação.


Um dia antes, a secretária tentou dividir os trabalhadores fazendo reunião separada com os outros sindicatos, sem sucesso.


Na manhã do dia seguinte, em plena sexta-feira (01) de Carnaval, nova reunião aconteceu, novamente com a participação de todas as entidades representativas dos trabalhadores. 


Depois de muito debate, a secretária apresentou uma proposta que definiu como ‘final’. Mas, na hora de escrever o texto, os representantes do governo de SP alteraram radicalmente o que havia sido negociado e o Sinergia CUT, de novo, rejeitou a proposta. 

Nova proposta
Passado o Carnaval, nova reunião aconteceu na manhã desta sexta (08), também em São Paulo. A nova proposta daria um fim ao dissídio, já que empresa e Sindicato abririam mão dos recursos junto ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho). O novo ACT teria validade até 2009.


Além disso, as cláusulas foram negociadas em cima de duas possibilidades – a CESP continua estatal ou a CESP é privatizada.


Acompanhe:
– Reajuste de salários e benefícios: pelo IPC/Fipe, a partir de 1° de junho próximo, se a CESP continuar estatal. Ou no mínimo pelo IPC/Fipe se a empresa for privatizada.


– Montante da PRR: uma folha salarial acrescida do ATS e da Gratificação de Função, se a CESP continuar estatal. Essa proposta vale tanto para a PRR 2007/08 como para a de 2008/09.


– Gerenciamento de Pessoal: até junho de 2009 se a CESP continuar estatal. Ou validade de três anos, a partir da data de venda, se a empresa for privatizada.


Autorização
Ao final, a secretária de Energia afirmou que a proposta precisa de autorização do Codec para ser assinada. A resposta oficial deve ser dada ao Sindicato até a próxima terça (12), antes da decisão dos trabalhadores.


Assembléias
Para o Sinergia CUT, ‘houve avanço principalmente na garantia de emprego por três anos, o que traria tranqüilidade aos trabalhadores, caso a privatização aconteça de fato. Mas, como sempre, a decisão é dos trabalhadores’.


É para decidir o futuro que todos os trabalhadores da CESP no interior participam das assembléias nas próximas quarta (13) e quinta (14). Participe! A decisão também é sua!

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