Sistema elétrico terá novo mecanismo de metas

25 fevereiro 13:30 2008

Além de discutir a situação imediata das termoelétricas, os integrantes do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) devem definir, na reunião de quinta-feira, o ‘nível meta de segurança’ que os reservatórios das hidrelétricas deverão apresentar no fim de 2008. A idéia é evitar novos sustos, como o que aconteceu em janeiro, quando a falta de chuva no início do período úmido obrigou o governo a acionar diversas usinas térmicas de uma vez.


O ‘nível meta de segurança’ deverá ter mecanismo semelhante ao da meta de inflação do Banco Central. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne a cada 45 dias e define o patamar da taxa básica de juros, a Selic, que pode aumentar quando há ameaça de a inflação disparar. No caso da meta para os reservatórios, as térmicas farão o papel da Selic e serão ligadas ou desligadas de acordo com o resultado dos acompanhamentos semanais feitos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).


‘Em vez de fazer como neste ano, em que todas as térmicas operaram ao mesmo tempo, dá para agregar as usinas aos poucos’, disse o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp. Um das vantagens é a facilidade de corrigir erros. Se o operador gerar energia demais, pode acontecer de os reservatórios das hidrelétricas verterem, desperdiçando água.


Na reunião desta semana, o CMSE deve discutir qual será a metodologia do ‘nível meta’ e, principalmente, quais os porcentuais que vão valer para este ano. Devem ser estabelecidas metas para as represas dos sistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste. Em tese, esses níveis deverão garantir que o País não tenha problemas no período chuvoso de 2009. Segundo Chipp, o sistema do ‘nível meta de segurança’ deve entrar em vigor no fim de março.

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