Dieese: estudos revelam melhora em situação da mulher no mercado de trabalho

07 março 17:17 2008

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou, na última quarta-feira (5), estudo revelando que a taxa de desemprego caiu para ambos os sexos no ano passado, apesar da expansão no número de vagas criadas ter beneficiado mais os homens do que as mulheres – isso em razão do perfil dos postos de trabalho que foram abertos.

Os dados são da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) realizada mensalmente pelo órgão, nas regiões metropolitans de São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Salvador, além do Distrito Federal.

A coordenadora da pesquisa, Lúcia Garcia, explica que houve estabilidade na pressão das mulheres no mercado de trabalho, o que contribuiu para a redução na taxa de desemprego. Porém, as novas oportunidades de emprego se concentraram mais na construção civil, indústria e nos segmentos do setor de serviços mais ligados à produção, áreas dominadas por homens.

Segundo a pesquisadora, a diferença entre o desemprego masculino e o feminino em São Paulo (12,3% e 17,8%, respectivamente) foi a maior dos últimos 19 anos. Nas regiões metropolitanas de Salvador e Recife, as taxas de desemprego total decresceram com mais intensidade, passando dos 27,0% e 24,8%, respectivamente, para os atuais 25,3% e 23,1%.

OIT

Um outro estudo, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), aponta que o ingresso das mulheres no mercado de trabalho formal, em 2006, teve um aumento de 6,59%, superando o crescimento das vagas ocupadas por homens (5,21%) no mesmo ano.

No período, o Brasil registrou um crescimento recorde de 1,9 milhão de empregos. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) – 2006, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados em novembro passado.

Rendimento

Com relação aos salários recebidos, as duas pesquisas apontam uma mesma tendência de aumento real da remuneração superior entre mulheres, em relação à dos homens.

Para o Dieese, com exceção da região metropolitana de São Paulo, onde o rendimento médio das ocupadas apresentou relativa estabilidade (-0,2%), nas demais regiões ocorreram elevações nos ganhos do trabalho feminino, que variaram entre 7,0% no Distrito Federal e 3,4% na região metropolitana do Recife. O comportamento da renda do trabalho masculino foi análogo, porém com desempenho bem menos favorável.

Segundo a OIT, enquanto os salários médios das mulheres tiveram um ganho de 6,74%, o dos homens aumentou em 5,46%. Em 2004, o salário médio das mulheres equivalia a 81,2% do que rercebiam os homens. No ano seguinte, subiu para 82,1%. Em 2006, alcançou 83,2%.

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